Qual a coisa mais legal dos sete exoplanetas descobertos em fevereiro

A Nasa anunciou no final de fevereiro a descoberta de sete planetas potencialmente dentro da zona habitável da estrela Trappist-1, localizada a 40 anos-luz da Terra. É uma informação empolgante, pois nunca haviam sido encontrados tantos planetas rochosos com possibilidade de conterem água líquida (e vida) de uma vez. O Salvador Nogueira explicou muito bem no seu ótimo blog Mensageiro Sideral.

Enquanto os astrônomos seguem nos estudos para descobrir se há ou não vida em algum desses astros, eu já começo a viajar mais longe. Uma coisa interessante é que os sete planetas do sistema da Trappist-1 têm órbitas muito próximas. Isso significa que, de um, é possível ver o outro com bastante detalhes, mais ou menos como nós observando a lua.

Não dá para afirmar que existe vida em um desses corpos celestes, muito menos que há em todos os sete e que elas são evoluídas. Mas o sangue nerd borbulha pensando na possibilidade de haver. Afinal, com uma distância tão reduzida entre eles, seria viável imaginar que civilizações que surgissem por ali poderiam efetivamente viajar de um planeta para o outro (algo que sonhamos aqui na Terra, mas será tecnologicamente inviável por muito tempo).

Vida longa e próspera ao sistema da Trappist-1. Que a força esteja com ele (sim, eu misturei as referências de propósito).

Mas, falando sério e de algo muito mais concreto, fiz uma reportagem para o site da Nova Escola sobre como a descoberta de novos planetas é fascinante e pode ser estudada por diversos enfoques, em diversas áreas. Astronomia é um barato!

Veja astronauta fazer o mais longo passe de futebol americano da história

O Super Bowl deste ano foi realizado em Houston, e é claro que deram um jeito de colocar a Nasa dentro das ações promocionais da decisão da temporada da NFL. E um dos elementos mais interessantes foi um vídeo, em que a agência espacial mostrou que o maior passe de futebol americano da história não foi feito por Tom Brady, Joe Montana, Peyton Manning, Johnny Unitas, Dan Marino ou Mark Sanchez (haha). O responsável foi Tim Kopra.

Quem? Tim Kopra é quarterback de um time da NFL, muito menos alguma promessa que jamais se confirmou na NCAA. E o palco do recorde não foi um estádio lotado em jogo com transmissão em rede nacional. Ele é um astronauta, realizou seu feito na Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) e as imagens só foram reveladas agora, sem informação de quando foram gravadas (mas Kopra voltou à Terra em junho de 2016).

O astronauta não teve de fazer força, apenas soltou a bola. Com a gravidade zero do espaço, ela seguiu seu rumo por inércia, até bater em uma parede. Foi um voo de 80 jardas (73,15 metros) a partir do ponto de lançamento, mas, considerando que a ISS orbita a Terra a 8.046 m/s (28.966 km/h), a bola viajou 564.664 jardas (516.328 metros), equivalente a 5.646 campos de futebol americano, em relação ao solo.

Nasa identifica o surgimento de um iceberg do tamanho do Distrito Federal

A aproximação do verão melhorou as condições para observação da Antártica. O sol já bate durante a maior parte do dia e os ventos estão mais gentis, permitindo à Nasa sobrevoar o continente em parte de sua missão de acompanhar as mudanças no gelo polar. E os cientistas viram uma quebra no gelo que deve resultar no surgimento de um iceberg do tamanho do Distrito Federal.

A rachadura tem 100 metros de largura, 500 metros de profundidade e se prolonga por vários quilômetros. A fratura ainda não chega ao fundo da plataforma, mas, quando ocorrer, deve destacar um bloco com mais de 5 mil km² de área.

Esse processo é natural, com o gelo formado no interior do continente durante o inverno empurrando as plataformas em direção ao oceano, até que pedaços grandes se destaquem. O problema é se o ritmo de quebra da plataforma for mais rápido que o de formação das geleiras, pois indicaria redução da quantidade de gelo no polo sul. A Nasa ainda não sabe se é o caso desse gigantesco futuro iceberg, localizado na plataforma Larsen C (em amarelo no mapa abaixo).

Mapa das plataformas de gelo da Antártica
Mapa das plataformas de gelo da Antártica

Ainda que esse futuro iceberg impressione pelo tamanho, está longe do maior já registrado. Esse título está com o B-15, um bloco de 11 mil km² (maior que a Jamaica) que se destacou da Antártica em 2000 e se quebrou ao longo do tempo, até desaparecer em 2005.

Obs.: isso reforça a importância de a Nasa usar sua tecnologia e seus cientistas para analisarem não apenas o espaço, mas também o próprio planeta Terra e seu clima. Tem gente importante que discorda disso. Infelizmente.