Rodínia

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O incrível mapa das migrações humanas (ao longo de toda a história)

Para quem gosta de etnologia, mas quer apenas algo mais introdutório, sem aprofundamento técnico, o Masaman é um canal bem interessante. Mantido por um texano chamado Mason (não achei referências mais completas sobre ele), entusiasta de estudo dos povoamentos humanos e as misturas por eles criadas, ele traz vídeos bastante ilustrados sobre o tema. Eventualmente, ele até desenvolve algumas ilustrações ou gráficos para apresentar as informações.

Foi o caso de um vídeo desta semana. Ele fez um mapa que reúne os principais movimentos migratórios da história em uma imagem. Claro, é um projeto muito ambicioso e dá para considerar que ele só se viabiliza com alguma margem de simplificação, mas é bem interessante.

Acima está apenas um trecho, que inclui o sul da Europa, a África e a costa atlântica das Américas. Mas dá para ver ele inteiro aqui. Abaixo está o vídeo em que ele explica os dados (em inglês), vale a pena.

Os diferentes sistemas de cruzamentos e a capacidade de tráfego de cada um

Cruzamentos parecem simples. Em princípio, basta colocar um semáforo no meio para condicionar quando o carro vindo de cada via deve passar. Mas acrescente pistas duplas, três ou quatro faixas e um fluxo muito maior de veículos para a coisa ficar bem mais complicada.

O vídeo abaixo mostra os diferentes tipos de cruzamentos e a capacidade de fluxo de cada um. Claro, quanto mais carros eles comportam, mais espaço e mais dinheiro o complexo viário demanda. 

Por fim, importante lembrar, muitos desses sistemas não consideram a presença dos pedestres, reforçando que alguns foram projetados para interseções com pouquíssimo fluxo de pessoas a pé (como em rodovias) e não são recomendados para áreas urbanas. 

A melhor forma de ver gols de um Equador x Peru no Atahualpa: em quéchua

A seleção peruana de futebol vive um grande momento nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Na última semana, venceu os vizinhos Bolívia e Equador e subiu para a quarta posição do grupo sul-americano. Se a classificação se confirmar, seria a primeira desde 1982.

E que forma de sentir a emoção dos peruanos do que ouvir a narração dos gols contra o Equador no idioma comum a ambos os países? Não, não me refiro ao espanhol, mas ao quéchua, oficial no Peru e na Bolívia e “de uso oficial para povos indígenas” no Equador. Nada mais adequado para uma partida que foi disputada no estádio Olímpico Atahualpa, cujo nome homenageia o último imperador inca (o quéchua era o idioma do império).

Uma bela curiosidade linguística. Dica da comunidade secreta do Facebook para colaboradores do podcast Xadrez Verbal.

Veja como será o túnel que fará parte da ligação de Porto Alegre ao Oceano Pacífico

Serão 14 km por baixo dos Andes, a um custo estimado de US$ 1,5 bilhão em um trabalho que deve demorar de oito a dez anos. O túnel Água Negra será o maior da América Latina e, antes mesmo de sair do papel, já chama a atenção pelo seu gigantismo.

Neste mês, o Ministério de Obras Públicas do Chile divulgou um novo vídeo com detalhes técnicos do projeto da via subterrânea que ligará a cidade de San Juan, Argentina, ao porto chileno de Coquimbo. Vale a pena dar uma olhada:

O túnel substituirá o Paso de Agua Negra, uma das 13 passagens que ligam o Chile à Argentina pelos Andes. O problema é que essa estrada chega a mais de 4,7 mil metros de altitude e, durante o inverno, fica fechada devido à neve. A obra bilionária evitará esses trechos mais altos, mas cria uma grande exigência de ventilação, operação viária e de segurança, circulação e até de proteção contra atividades sísmicas.

Será apenas a segunda passagem subterrânea na fronteira chileno-argentina. A primeira é o túnel Cristo Redentor, utilizado na ligação entre Santiago e Mendoza.

Quando estiver pronto, o Agua Negra fará parte do Corredor Bioceânico Central, uma rota que ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico atravessando o Cone Sul, começando em Porto Alegre e chegando a Coquimbo. O objetivo é aumentar a capacidade de movimentação de pessoas e produtos em uma das áreas mais produtivas da América do Sul.

Veja a construção do mais novo arranha céu de Nova York em apenas um minuto

O grande centro da construção de arranha céus no mundo é a Ásia. Países como Catar, Emirados Árabes, Taiwan, China e Japão lançam projetos cada vez mais espetaculares e mais altos, e acabam até ofuscando o movimento em outros lugares. Caso de Nova York. Tirando o One World Trade Center, construído no local do antigo WTC, não se fala tanto dos novos edifícios altos da maior metrópole dos EUA. Mas eles continuam sendo lançados. Caso do 56 Leonard St. (o nome do edifício é seu endereço, algo comum em NY).

O prédio residencial foi entregue em 2016 e tem 250 metros de altura, o que o torna a 18ª estrutura mais alta de NY – e a primeira no bairro de Tribeca. O projeto previu apenas 57 andares para permitir o conforto de um pé direito alto para cada unidade. Algo compreensivo, considerando que os apartamentos custaram de US$ 3,5 a 50 milhões.

Nesta semana, a incorporadora Alexico, responsável pelo empreendimento, divulgou um vídeo mostrando a construção do 56 Leonard St. resumida em um minuto. É lindo e hipnótico.

A Nova Inglaterra é famosa, mas você conhecia as novas versões do resto do Reino Unido?

Muita gente já ouviu falar na Nova Inglaterra. A região no extremo nordeste norte-americano, que engloba Massachusetts, New Hampshire, Vermont, Maine, Connecticut e Rhode Island, dá o nome ao time mais vitorioso do século no futebol americano e muitas vezes é tratada como se fosse um estado. Mas não é o único caso de lugar que foi nomeado com um “novo/a” e de uma parte do Reino Unido.

Aliás, a Nova Inglaterra dos Patriots nem é a única Nova Inglaterra dos Estados Unidos. A foto acima é uma placa na entrada de New England, cidade de 600 habitantes Dakota do Norte. Um lugar que você provavelmente não conhecia simplesmente porque não tinha motivo algum para isso.

Bem, digressões à parte, os britânicos construíram seu império pelo mundo e espalharam o nome de sua terra por todo o planeta. Nova York e Nova Inglaterra são os caso mais famosos, mas o canal Name Explain, do YouTube, foi mostrar alguns outros na missão de encontrar uma nova versão de cada país que compõe o Reino Unido.

O mapa-raspadinha é uma ideia genial para quem gosta de viajar, e ainda está em promoção

A raspadinha parece uma ideia interessante: é uma loteria que permite ao apostador conhecer o resultado imediatamente e até levar um eventual prêmio na hora (dependendo do valor). Basta comprar o cartão e raspar. Mas, convenhamos, a injeção de adrenalina é tão curta que nem dá para se divertir um pouco e os valores, mesmo os mais generosos, não chegam a transformar alguém em milionário. 

Muito mais legal é o mapa-raspadinha, oficialmente chamado Globetrotter World Map, desenvolvido pela Wanderland. Essa maravilha permite que você coloque o mapa-mundi onde quiser e vá raspando os países (ou estados, no caso de Estados Unidos e Canadá) que já visitou. Quer dizer, essa é a proposta, mas você pode ser subversivo e raspar as nações com o critério que quiser, como seleções já classificadas para a próxima Copa do Mundo, lugares que têm maioria cristã ou, sei lá, regiões que compunham o Império Britânico no seu auge.

Essa maravilha está à venda na internet por um preço de catálogo de R$ 188. No entanto, a empresa fez uma promoção nesta semana, vendendo por metade do preço e sem o frete. Ótimo!

O prazo anunciado para esta liquidação já se esgotou, mas o site da Wanderland dá algumas horas extras sempre que a contagem regressiva zera. Então, vá correndo e veja se ainda consegue pegar um. O Dia das Mães está chegando (não sei se sua mãe gostaria disso, mas você pode usar esse argumento cínico e egoísta para gastar dinheiro em si próprio).

Dica do leitor Rodrigo Borges

A evolução do mapa mundi ano a ano desde o surgimento da humanidade

Timelapses com a evolução de mapas de um determinado local estão entre as maiores invenções da humanidade. Dá para visualizar como vários Estados surgiam, cresciam, se desenvolviam em paralelo e, em alguns casos, começavam a brigar por espaço. Ainda que sejam só pedaços da história (a ocupação geográfica), eles ajudam demais a entender a evolução de povos e nações.

O canal do YouTube Ollie Bye é composto basicamente por vídeos assim. A obra-prima deles é esse vídeo abaixo, com a evolução do mapa mundi desde o surgimento do primeiro ser humano e avançando ano a ano a partir da primeira civilização. Muitas informações contidas ali são suposições ou aproximações dentro do que se conhece atualmente (ou seja, confirme os dados com outras fontes se for fazer uso científico), mas já é legal demais.

Se toda a humanidade vivesse em um prédio, onde ele seria construído? No Paraná, claro

Qualquer pessoa que já pegou o trânsito de uma metrópole mundial pensou alguma vez se é saudável ter tanta gente morando no mesmo lugar. Mas podia ser pior. O Real Life Lore, um dos canais mais legais do YouTube, já fez as contas se toda a população da Terra vivesse na mesma cidade. Agora, foram para um aperto ainda maior, um teste à claustrofobia de qualquer um: e se toda a humanidade morasse no mesmo edifício?

Claro que não é uma proposta viável, apenas um exercício de imaginação. O imóvel seria mastodôntico e, bem, não há motivos para alguém investir nisso. Mas o autor tenta tornar sua ideia o mais exequível possível, incluindo a busca por um lugar em que esse prédio fosse minimamente viável.

Como todo investidor do mercado imobiliário já disse ou ouviu, as três coisas mais importantes de qualquer empreendimento são localização, localização e localização. E qual seria o lugar ideal para se fazer esse edifício em que morariam 7,4 bilhões de pessoas? No interior do Paraná, claro!

As justificativas são simples: grande oferta de água doce e de produção de energia (represa de Itaipu e proximidade com área adequada para painéis solares). Alguns podem até propor outros lugares para esse megaprédio, mas os paranaenses orgulhosos (ou seja, todos os paranaenses) têm mais um argumento para afirmar que o Paraná é o melhor lugar do mundo para se morar.

Confira o vídeo (em inglês):

Cervejaria americana faz propaganda pró-imigração e é ameaçada de boicote

Veicular uma propaganda durante o Super Bowl é algo grande para o mercado norte-americano, muito grande. Com metade da audiência nacional, a empresa sabe que tem exposição e repercussão imediata, tanto que pagam US$ 5 milhões só para aparecer por 30 segundos durante a final da NFL. Por isso, o peso de qualquer mensagem é gigantesco, e também uma eventual reação negativa. A Budweiser está sentindo isso.

Como é comum na semana do Super Bowl, a cervejaria também aproveitou o evento para lançar uma nova campanha publicitária. No caso, o vídeo mostra Adolphus Busch deixando a Alemanha, entrando nos Estados Unidos e sofrendo preconceito até chegar a St. Louis, onde conheceu Eberhard Anheuser, também alemão. Dessa parceria nasceu a Anheuser-Busch, a criadora da Budweiser.

É óbvia a mensagem pró-imigração do filme, ainda mais seu lançamento em um momento em que o presidente dos EUA quer mudar fortemente a política imigratória do país. Claro, defensores das ideias de Donald Trump tentam mobilizar um boicote contra a empresa, alguns até se manifestando em redes sociais para lembrar que, atualmente, a Budweiser está dentro da AB InBev, um grupo belgo-brasileiro.

Provavelmente por coincidência (pois cada produto tem sua estratégia própria e tem de pensar no que é melhor para si próprio), a AB InBev também é dona do Grupo Modelo, responsável pela produção da cerveja Corona. Uma cerveja que também usou a política de Trump para chamar a atenção.

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