Nem Columbus vai celebrar o Dia de Colombo

Todo ano é a mesma polêmica nos Estados Unidos: é válido celebrar o Dia de Colombo? Pois bem, neste ano, nem a cidade que carrega o nome de Cristóvão Colombo parará no 8 de outubro. Columbus, capital do estado de Ohio, terá um dia útil como qualquer outro.

O Dia de Colombo (Columbus Day, em inglês) marca o aniversário da chegada da expedição espanhola capitaneada pelo navegante italiano às Américas, em 12 de outubro de 1492. No final do século 19, a data começou a ser usada pelos imigrantes italianos nos EUA para celebrar suas origens. Em 1934, um decreto do presidente Franklin Roosevelt transformou o Dia de Colombo em feriado nacional, mas desde 1971 essa celebração ocorre na segunda segunda-feira de outubro.

No entanto, não é um feriado totalmente observado. Instituições federais, bancos e alguns estabelecimentos comerciais fecham, mas muitas empresas funcionam normalmente. Um cenário que ficou ainda mais forte no final do século 20, quando parte da sociedade americana passou a se sentir desconfortável em celebrar um explorador responsável pela morte de milhares de indígenas.

Ainda que a comunidade ítalo-americana use a data para celebrar sua cultura, tem crescido os movimentos em favor de homenagear os indígenas nessa mesma época. Vários estados e cidades retiraram o Dia de Colombo de sua lista de feriados, alguns deles criando datas como Dia do Nativo-Americano ou Dia dos Povos Indígenas. 

Neste ano, foi a vez de Columbus retirar o Dia de Colombo de sua lista de feriados. A cidade anunciou que vai funcionar normalmente em 8 de outubro, e deixar o descanso para 11 de novembro, o Dia dos Veteranos.

População do Japão segue caindo, e só não é pior por causa dos imigrantes

O Japão tem 126,93 milhões de habitantes. É o dado divulgado pelo governo do país em abril, um número preocupante. Afinal, foi registrada uma queda de 299 mil japoneses em relação ao ano anterior, uma redução gigantesca de habitantes. A população total da terceira maior economia do mundo só não caiu mais porque houve a chegada de 136 mil imigrantes.

É o sexto ano seguido em que a população do Japão diminui. Esse fenômeno ocorre devido ao envelhecimento do país. Segundo o mesmo levantamento do governo, 27,3% da população tem mais de 65 anos, enquanto que apenas 60,3% tem entre 15 e 64 anos, a idade economicamente ativa, pior marca desde 1951, quando o país ainda sofria o efeito da Segunda Guerra Mundial.

Um plano do primeiro-ministro Shinzo Abe era estabilizar a população japonesa em cerca de 100 milhões em 2060. Com isso, a economia do país estaria mais sustentável em relação à sua produção e, principalmente, à capacidade de manter o sistema previdenciário. No entanto, projeções já apontam que a tendência é que a população caia para patamares menores que o desejado pelo governo.

Mas outra questão que está se tornando mais forte na sociedade japonesa, e pode crescer ainda mais de acordo com esses números, é o aumento da diversidade. Afinal, a quantidade de japoneses está diminuindo, mas o fluxo de imigrantes é crescente. Não vai demorar para gaijins (não-japoneses) se tornarem um grupo demograficamente relevante e forte.

O discurso de Ben Carson foi pior do que parece, e não apenas por comparar escravos com imigrantes

“É disso que se trata a América. Uma terra de sonhos e oportunidades. Houve outros imigrantes que vieram aqui no porão de navios negreiros, trabalharam por ainda mais tempo, até mais duro por menos dinheiro. Mas eles, também, tinham o sonho que um dia seus filhos, filhas, netos, netas, bisnetos, bisnetas poderiam conseguir prosperidade e felicidade nessa terra.”

O discurso de posse de Ben Carson como ministro de Donald Trump foi uma tragédia. O pré-candidato derrotado à presidência dos EUA pelo Partido Republicano conseguiu falar dos africanos escravizados como se fossem imigrantes que tinham sonhos na nova casa. Foi uma declaração bastante infeliz, ainda mais porque ele próprio, Carson, é negro e deveria saber melhor o que representou a ida forçada de seus antepassados às Américas.

Muita gente tentou passar um pano e tratar o caso como gafe ou emprego mal calculado de palavras. Mas, mesmo se o caso for tratado dessa forma para lá de generosa, é preocupante. Sobretudo pelo cargo que Carson estava assumindo naquele momento: o de ministro de habitação e desenvolvimento urbano.

Nesta pasta, o médico terá de lidar com questões delicadas como acolhimento de refugiados, situação de imigrantes, dificuldade da população em manter-se em dia com o financiamento de sua casa, projetos para democratização de serviços e espaços públicos em áreas urbanas e mobilidade, entre outros temas comuns em grandes cidades. O responsável por essa área precisa entender as nuances dessas questões e o que se passa na cabeça dos grupos sociais mais vulneráveis.

Tendas de moradores de rua em Los Angeles (AP Photo/Damian Dovarganes via Outra Cidade)
Tendas de moradores de rua em Los Angeles (AP Photo/Damian Dovarganes via Outra Cidade)

Mesmo dando mais um benefício da dúvida ao novo ministro, ele poderia compensar a declaração horripilante com um resto de discurso cheio de conteúdo. Nada disso. Contou histórias da época em que era um dos principais neurocirurgiões dos Estados Unidos e só. Nem mencionou o fato de que sua pasta sofrerá um corte orçamentário de US$ 6 bilhões, ou 14%.

Certamente as pessoas que lidam com os temas urbanos e de habitação nos EUA gostariam de saber se o novo ministro da área tem propostas criativas para fazer mais com menos. Mas ele preferiu comparar escravos com imigrantes.

Cervejaria americana faz propaganda pró-imigração e é ameaçada de boicote

Veicular uma propaganda durante o Super Bowl é algo grande para o mercado norte-americano, muito grande. Com metade da audiência nacional, a empresa sabe que tem exposição e repercussão imediata, tanto que pagam US$ 5 milhões só para aparecer por 30 segundos durante a final da NFL. Por isso, o peso de qualquer mensagem é gigantesco, e também uma eventual reação negativa. A Budweiser está sentindo isso.

Como é comum na semana do Super Bowl, a cervejaria também aproveitou o evento para lançar uma nova campanha publicitária. No caso, o vídeo mostra Adolphus Busch deixando a Alemanha, entrando nos Estados Unidos e sofrendo preconceito até chegar a St. Louis, onde conheceu Eberhard Anheuser, também alemão. Dessa parceria nasceu a Anheuser-Busch, a criadora da Budweiser.

É óbvia a mensagem pró-imigração do filme, ainda mais seu lançamento em um momento em que o presidente dos EUA quer mudar fortemente a política imigratória do país. Claro, defensores das ideias de Donald Trump tentam mobilizar um boicote contra a empresa, alguns até se manifestando em redes sociais para lembrar que, atualmente, a Budweiser está dentro da AB InBev, um grupo belgo-brasileiro.

Provavelmente por coincidência (pois cada produto tem sua estratégia própria e tem de pensar no que é melhor para si próprio), a AB InBev também é dona do Grupo Modelo, responsável pela produção da cerveja Corona. Uma cerveja que também usou a política de Trump para chamar a atenção.

O mapa da diversidade étnica e linguística de Nova York

Os Estados Unidos foram feitos por gente vinda de fora. Não é apenas um clichê para dizer que os nativos foram oprimidos até se tornarem minoria, mas porque o país realmente contou com levas e levas de imigrantes para formar seu perfil social e econômico, principalmente nas metrópoles. Nova York é um grande exemplo disso, com grupos étnicos formando comunidades em todo canto da cidade.

Uma forma de ver isso é conferindo o perfil linguístico dos bairros nova-iorquinos. O programador Jill Hubley pegou dados do censo americano de 2014 e fez um mapa mostrando o idioma mais falado em cada bairro de sua cidade. Claro, o inglês domina, mas há áreas com superioridade de espanhol, chinês, grego, russo, ídiche e coreano.

Mas, para tornar o mapeamento de comunidades mais interessantes, Hubley criou filtros, em que se pode excluir o inglês (o espanhol se torna predominante) e o inglês e o espanhol (e aí vira um mosaico, em que há espaço até para o português). 

Mapa com o idioma mais falado em cada bairro de Nova York, excetuando inglês e espanhol (Reprodução)
Mapa com o idioma mais falado em cada bairro de Nova York, excetuando inglês e espanhol (Reprodução)

Para conferir o trabalho original, com mapa interativo e melhor resolução, clique aqui.

A música de um jovem africano na periferia de Paris

Saint-Denis é conhecida por abrigar a catedral que marcou o início da arquitetura gótica e o estádio em que são realizadas as principais partidas de futebol na França, inclusive a final da Copa de 1998 em que os franceses derrotaram o Brasil. Mas, para quem vive nessa cidade na região metropolitana de Paris, Saint-Denis tem outro significado. É uma cidade em que milhares de imigrantes ou filhos de imigrantes africanos e árabes se instalam em busca de uma oportunidade na capital francesa.

A principal trilha sonora da vida dessas pessoas não é Édith Piaf ou Charles Aznavour, nem o Daft Punk ou David Guetta. Em Saint-Denis, como em outras cidades da Grande Paris, imigrantes e filhos de imigrantes se inspiraram nos afro-americanos e desenvolveram uma forte cena de hip hop, com músicas que falam da vida na periferia parisiense, o preconceito, a violência, as condições sociais e a relação conflituosa com as autoridades. Um dos ícones desse movimento é MC Solaar, que estourou na década de 1990 e ganhou tanto destaque que chegou a gravar uma música bilíngue com o rapper Guru para os mercados americano e inglês.

Em uma as suas músicas mais famosas, “Lève-toi et rap” (“Levante-se e cante um rap”), MC Solaar (nome artístico de Claude M’Barali) fala de sua trajetória. Apesar de algumas passagens bem específicas, como o tempo em que viveu no Cairo durante a adolescência, a letra diz muito sobre a vida de afro-franceses na periferia de Paris. O rapper conta que nasceu no Senegal de pais chadianos, morou em um abrigo em Saint-Denis, mudou-se com a família para Évry (outra cidade nos subúrbios de Paris), jogava futebol enquanto a mãe trabalhava como faxineira em hospitais (e voltava tarde para casa), envolveu-se em manifestações sociais e tinha de encarar o medo de cruzar com skinheads pelas ruas. Histórias comuns entre os milhões que vivem nos arredores de Paris, e que usam o ritmo importado dos afro-americanos para se manifestar.

Texto publicado originalmente para a newsletter do Outra Cidade. Para assiná-la, clique aqui.

São Paulo precisa se preparar para aceitar bolivianos no seu dia a dia

A maior cidade japonesa fora do Japão. A maior cidade libanesa fora do Líbano. Uma das maiores cidades italianas fora da Itália, rivalizando cabeça a cabeça com Buenos Aires e Nova York. A maior cidade nordestina fora do Nordeste. O sushi, a esfiha, a pizza e viraram comidas tão rotineiras quanto o virado à paulista. São Paulo se orgulha de ser uma cidade formada por imigrantes e sua população muitas vezes abraça isso. Mas será que os paulistanos estão preparados para aceitar que, além de portuguesa, japonesa, italiana, libanesa, nordestina… sua cidade é também boliviana?

Na última semana, a prefeitura da capital paulista divulgou mais uma edição da lista de países com cidadãos estrangeiros residentes na cidade. Portugal ficou em primeiro lugar, com 100.855. O segundo lugar é, pelo quarto ano seguido, ficou com a Bolívia (53.235). Depois aparecem algumas colônias tradicionais da cidade, como Japão (47.317), Itália (33.388) e Espanha (26.496).

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Esse levantamento não serve como verdade absoluta para contabilizar os estrangeiros de São Paulo. As colônias mais antigas – como Itália, Japão, Espanha, Portugal e Alemanha – são formadas principalmente por filhos e netos dos imigrantes, muitos deles já mortos. É evidente que há muito mais de 47 mil ou 33 mil pessoas de origem japonesa ou italiana na capital paulista. No entanto, nas comunidades mais novas, sobretudo a de países em desenvolvimento, muitas pessoas entram no Brasil sem registro. A prefeitura contabiliza 53 mil bolivianos, mas a estimativa em 2014 é que existiam até 500 mil morando na maior região metropolitana do Brasil (a maioria na capital). O número de peruanos e paraguaios, de acordo com os consulados dos países, também seria grande o suficiente para estar nas primeiras posições do ranking de imigrantes.

Mesmo que o número extraoficial esteja um pouco superestimado, os bolivianos já se tornaram cerca de 3% da população paulistana. Para se ter uma ideia do que isso representa, é mais do que o número de flamenguistas (2%) e apenas metade da quantidade de torcedores do Santos (6%) de acordo com pesquisa do Datafolha em 2012.

Por enquanto, é possível muita gente – sobretudo de classe média e alta – ficar alheia à presença de tantos imigrantes do país com maior fronteira terrestre com o Brasil. Muitos dos bolivianos são obrigados a se concentrar em alguns bairros industriais, onde moram e trabalham. No entanto, é inevitável que eles sejam absorvidos pela sociedade e se misturem aos paulistanos “tradicionais” (as aspas são irônicas). Os paulistanos precisam entender que esse processo já está acontecendo.

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Em muitas escolas públicas, bolivianos já representam uma parcela considerável dos alunos. Tanto que professores e diretores se ajustaram para ajudar essas crianças a se adaptarem ao novo país na língua e nos costumes. Há até caso de escola que criou curso de português aos domingos, para ajudar os pais dos alunos.

O mercado de trabalho dos bolivianos ainda é muito marginal, ainda concentrado em confecções e outros trabalhos braçais, mas a tendência é que eles também se insiram em outras áreas. Esse fenômeno criará mais pontos de contato na sociedade e acabará, em muitos cenários, testando o preconceito de muita gente. O comerciante estaria disposto a contratar um vendedor boliviano, que fala com sotaque? Um cliente estaria disposto a ser atendido por um profissional que tenha sotaque e venha de um país mais pobre que o Brasil? Um pretendente a uma vaga de emprego está disposto a aceitar que um estrangeiro foi contratado?

São Paulo viveu isso na primeira metade do século passado, quando italianos, espanhóis e japoneses chegavam aos milhares e sofriam para serem aceitos pelos paulistas já estabelecidos. Agora é a vez de bolivianos, peruanos, paraguaios, haitianos, camaroneses, senegaleses. Eles já fazem parte dessa sociedade ainda que muitos finjam que não existem. Mas isso está cada vez mais difícil. E, quando essa cegueira seletiva se tornar impossível, a sociedade precisará estar preparada para absorver adequadamente essas pessoas.

Temporada do turismo cria pressão para refugiados em porto da Grécia

A Páscoa ortodoxa será comemorada neste domingo, 1º de maio. Normalmente, é uma data esperada ansiosamente em Pireu. O feriado tradicionalmente marca o início da temporada de cruzeiros, e milhares de visitantes chegam à cidade portuária como parada para as centenas de passeios por Atenas, ilhas gregas ou pelo Mediterrâneo. Mas em 2016 será diferente. Os turistas são bem-vindos, mas ainda não se sabe direito como recepcioná-los.

Pireu é vizinha a Atenas e tem o maior porto da Grécia. Com isso, seu porto deixou de ser apenas uma parada para cruzeiros e ponto de referência da maior marinha mercante do mundo. O local também se tornou o local de chegada de milhares de refugiados que tentam se afastar das guerras em seus países – principalmente Síria e Afeganistão – para reconstruir a vida na Europa. Durante meses, a cidade grega era uma passagem, mas, nas últimas semanas, se tornou em abrigo provisório.

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Pela sua posição geográfica em relação ao Oriente Médio, a Grécia é um caminho natural desse ciclo migratório. Os refugiados chegam em terras gregas pensando em seguir o rumo para o norte, atravessando os Bálcãs até chegar à Alemanha. No entanto, essa rota foi interrompida nas últimas semanas. Bulgária, Macedônia e Albânia fecharam suas fronteiras para os imigrantes, que se viram presos na Grécia.

Rapidamente, a quantidade de refugiados em Atenas e Pireu se tornou maior do que as cidades podem acomodar, ainda mais considerando a situação econômica delicadíssima que vive a Grécia. Com isso, tendas foram erguidas no porto de Pireu, que se transformou em um campo de refugiados. Uma situação longe do ideal, em que há carência de serviços e até de segurança. Mas que pode ficar perto de insustentável com a chegada dos turistas.

O governo tem se mostrado compreensivo – ainda que visivelmente despreparado – com os refugiados e há elogios à solidariedade da maioria da população local (ainda que a crise também tenha impulsionado o crescimento do Alvorada Dourada, um partido de extrema-direita). Não houve grande pressão para impedir a chegada deles, tampouco forçar seu deslocamento.

Um elemento que ajuda os imigrantes é o próprio passado da Grécia. A Guerra Greco-Turca (1919 a 1922) foi marcada por limpeza étnica, resultando em milhares de mortes e um acordo de troca de população no final do conflito. Assim, 500 mil muçulmanos – de origem grega e turca – que viviam na Grécia foram enviados para a Turquia, que mandou 1,5 milhão de ortodoxos – de etnia grega ou turca. Assim, boa parte da população grega atual descende de pessoas que chegaram a sua própria terra como refugiadas e tiveram de reconstruir sua vida.

No entanto, as condições dos sírios e afegãos se deterioram. Há relatos de doenças, brigas (até com uso de facas) e fome. A falta de perspectivas também abaixa o ânimo dos refugiados, que não encontram muitas possibilidades de se inserir em um país que já vive uma crise econômica.

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Nesse cenário, oferecer boas condições para a chegada dos turistas não pode ser vista como uma ação fútil, inversão de prioridades ou ignorar o sofrimento de muita gente logo ao lado. Os visitantes injetam bilhões de euros na economia grega, o que representa um alívio para a enorme indústria de turismo local – o que pode até criar oportunidades de trabalho temporário para alguns refugiados.

Desde março as autoridades criam novos espaços para abrigar os refugiados. Os estádios de beisebol e hóquei na grama, dois elefantes brancos dos Jogos Olímpicos de 2004, já estão cheios de tendas. Mas muitos não querem sair do porto, com medo de serem deslocados para regiões afastadas de Atenas – onde estão as poucas oportunidades econômicas palpáveis – e de olho na infraestrutura de transportes, que ajudaria em uma rápida viagem ao norte caso Macedônia, Albânia ou Bulgária reabram suas fronteiras.

A meta do governo é que todos os refugiados de Pireu estejam abrigados em outros lugares da Grande Atenas até este domingo. Que isso não seja apenas – mais um – deslocamento, mas uma ida a locais com condições e oportunidades melhores.

Obs.: Se você se vira bem no inglês, confira essa reportagem do Guardian e essa do Huffington Post, mostrando o dia a dia de refugiados no porto de Pireu.