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Nem Columbus vai celebrar o Dia de Colombo

Todo ano é a mesma polêmica nos Estados Unidos: é válido celebrar o Dia de Colombo? Pois bem, neste ano, nem a cidade que carrega o nome de Cristóvão Colombo parará no 8 de outubro. Columbus, capital do estado de Ohio, terá um dia útil como qualquer outro.

O Dia de Colombo (Columbus Day, em inglês) marca o aniversário da chegada da expedição espanhola capitaneada pelo navegante italiano às Américas, em 12 de outubro de 1492. No final do século 19, a data começou a ser usada pelos imigrantes italianos nos EUA para celebrar suas origens. Em 1934, um decreto do presidente Franklin Roosevelt transformou o Dia de Colombo em feriado nacional, mas desde 1971 essa celebração ocorre na segunda segunda-feira de outubro.

No entanto, não é um feriado totalmente observado. Instituições federais, bancos e alguns estabelecimentos comerciais fecham, mas muitas empresas funcionam normalmente. Um cenário que ficou ainda mais forte no final do século 20, quando parte da sociedade americana passou a se sentir desconfortável em celebrar um explorador responsável pela morte de milhares de indígenas.

Ainda que a comunidade ítalo-americana use a data para celebrar sua cultura, tem crescido os movimentos em favor de homenagear os indígenas nessa mesma época. Vários estados e cidades retiraram o Dia de Colombo de sua lista de feriados, alguns deles criando datas como Dia do Nativo-Americano ou Dia dos Povos Indígenas. 

Neste ano, foi a vez de Columbus retirar o Dia de Colombo de sua lista de feriados. A cidade anunciou que vai funcionar normalmente em 8 de outubro, e deixar o descanso para 11 de novembro, o Dia dos Veteranos.

Fizeram um mapa mostrando que série de TV se passa em cada região dos EUA

Nenhuma das novelas de horário nobre da Globo tem como locação principal o Rio de Janeiro ou São Paulo. É um fato tão raro que até virou notícia. Normal, pois, por motivos comerciais, econômicos ou logísticos, quase toda novela se passa nas duas maiores cidades do Brasil. E, quando há exceções, geralmente são cidades pequenas (algumas até fictícias) do interior para criar uma trama com elementos mais bucólicos. Ou seja, é raro ver algum enredo puramente urbano que não seja paulistano ou carioca, usando capitais como Curitiba, Salvador, Brasília ou Belo Horizonte.

Nos Estados Unidos, a situação é diferente. As séries de TV se espalham pelo mapa, com histórias que usam diferentes cidades como cenário. E aproveitam isso muitas vezes, mostrando situações ou personagens típicos daquela região como elemento do enredo. Tanto que algumas das histórias se tornam símbolos locais, como Friends (foto acima) e Seinfeld com Nova York, Barrados no Baile (Beverly Hills 90210) com Los Angeles, CSI com Las Vegas e Miami Vice com Miami (dã).

Para mostrar como isso acontece, fizeram um mapa sensacional mostrando que série representa cada parte dos EUA. O mapa já tem alguns anos, então não está atualizado com os lançamentos da última temporada (e também não tem “Um Amor de Família” / “Married… with Children” em Illinois, uma falha imperdoável), mas dá uma boa ideia de como Nova York e Califórnia são as mais adotadas. E também como alguém precisa bolar uma série em Montana, Dakota do Norte, Iowa, Missouri e Arkansas.

Obs.: para ver o mapa em tamanho maior, clique aqui.

Mapa dos EUA com indicação de onde se passa cada série de TV

 

VÍDEO: Qual a extensão do incêndio na Califórnia? Bem, ele fez Los Angeles parecer Mordor

Os californianos estão cada vez mais acostumados em lidar com incêndios na mata. O tempo seco e os ventos são um ambiente propício para a propagação das chamas, que muitas vezes chegam a regiões habitadas e causam mortes e forçam o deslocamento de pessoas. É o que está acontecendo nesta semana, com o fogo se aproximando de Los Angeles e criando imagens quase cinematográficas.

Veja esse vídeo feito por um angelino que estava na Interstate 405, uma das principais vias expressas da Grande LA, indo ao trabalho. Parece que ele está indo para Mordor fazer uma reunião de negócios com Sauron.

A cena é assustadora e perigosa, tanto que a via foi interditada nesse trecho. Em teoria, uma grande via como essa pode funcionar como uma barreira para as chamas e impedir o avanço do incêndio. No entanto, se o vento estiver forte demais, o fogo pode atravessar a pista e ser reiniciado do outro lado.

Como entrar nos Estados Unidos sem passar pela imigração – e nem infringir a lei

Juntar documentação, pagar uma taxa salgada, pedir o visto, passar por uma entrevista, conseguir o visto, pagar uma passagem aérea (ou ficar dias na estrada ou em um navio) e passar pela imigração no aeroporto ou na fronteira, com nova entrevista e eventual vistoria. Entrar em território norte-americano não é fácil para um estrangeiro. Mesmo para quem seja de algum país que dispense visto, ainda terá de passar por alguns desses processos e correr o risco de ser barrado.

Mas há uma maneira de entrar nos EUA sem passar por nenhum desses trâmites. Não que se possa fazer muita coisa com isso, mas vale mais pela curiosidade e pelo eventual fetiche que alguém pode ter apenas em pisar em território americano.

A fronteira americana é completamente aberta em um ponto: Hyder, uma cidade de 87 (sim, oitenta e sete. Não há erro de digitação) habitantes na fronteira entre o Alasca e o estado de Colúmbia Britânica, no Canadá. O melhor acesso à vila é por terra, e qualquer um que vier pela estrada terá passagem livre, sem inspeção de documentação ou do veículo.

Localização de Hyder na fronteira entre o Alasca e o Canadá (Reprodução)

Localização de Hyder na fronteira entre o Alasca e o Canadá (Reprodução)

Essa abertura ocorre por uma questão prática. O governo americano mantinha um posto de imigração na cidade até a década de 1950. No entanto, o gasto era desproporcional para uma fronteira pouco usada e de pouco risco.

O acesso por terra é pela rodovia 37A, que vem de Stewart, Canadá. Depois de passar por Hyder, a estrada se transforma na NFD 88, uma via que segue pela floresta (NFD é “National Forest Development”) em direção ao norte e depois retorna ao território canadense, para as minas Premier (ouro, já desativada) e Granduc (cobre). Ou seja, Hyder está ilhada do resto dos Estados Unidos e sua única comunicação por terra é com o Canadá.

Detalhe mostrando o acesso de Stewart, Canadá, a Hyder, EUA (Reprodução)

Detalhe mostrando o acesso de Stewart, Canadá, a Hyder, EUA (Reprodução)

Essa característica sempre fez Hyder depender muito de suas vizinhas canadenses, tanto que seu auge foi na época de funcionamento da mina Premier. Da mesma forma, o isolamento dá ao governo norte-americano a garantia que um imigrante não entrará ilegalmente no país por esta fronteira.

Toda a comunicação de Hyder com o resto dos EUA se dá por avião, com voos periódicos para Ketchikan, cidade mais próxima (distância de 102 km de florestas, montanhas e mar) e ponto de partida para o resto do Alasca. É nessa conexão que ocorre toda a vistoria de estrangeiros.

Todo avião que chega de Hyder é tratado como voo internacional no aeroporto de Ketchikan e seus passageiros estão sujeitos à vistoria das autoridades norte-americanas. Ou seja, até dá para entrar nos EUA sem passar pela imigração, desde que a pessoa se contente em ficar em uma cidade de menos de 100 habitantes.

Veja a construção do mais novo arranha céu de Nova York em apenas um minuto

O grande centro da construção de arranha céus no mundo é a Ásia. Países como Catar, Emirados Árabes, Taiwan, China e Japão lançam projetos cada vez mais espetaculares e mais altos, e acabam até ofuscando o movimento em outros lugares. Caso de Nova York. Tirando o One World Trade Center, construído no local do antigo WTC, não se fala tanto dos novos edifícios altos da maior metrópole dos EUA. Mas eles continuam sendo lançados. Caso do 56 Leonard St. (o nome do edifício é seu endereço, algo comum em NY).

O prédio residencial foi entregue em 2016 e tem 250 metros de altura, o que o torna a 18ª estrutura mais alta de NY – e a primeira no bairro de Tribeca. O projeto previu apenas 57 andares para permitir o conforto de um pé direito alto para cada unidade. Algo compreensivo, considerando que os apartamentos custaram de US$ 3,5 a 50 milhões.

Nesta semana, a incorporadora Alexico, responsável pelo empreendimento, divulgou um vídeo mostrando a construção do 56 Leonard St. resumida em um minuto. É lindo e hipnótico.

Franqueado fica irritado com a 7-Eleven e cria a 6-Twelve

As ruas de Boston ganharam uma nova loja de conveniência. Bem onde havia uma unidade da 7-Eleven na rua East Broadway, abriu um estabelecimento com o curioso nome de 6-Twelve. Não precisa ser um gênio para imaginar que o nome representa um ataque à multinacional. Mas o curioso é que a história por trás dessa disputa está justamente um franqueado amargurado com o tratamento que recebeu da grande rede.

Abu Musa abriu uma 7-Eleven em 2005. Após alguns anos, percebeu que a venda de cachorros quentes e taquitos era muito baixa e ele tinha prejuízo com esses dois produtos. Ele queria parar de vendê-los, mas a direção da rede proibiu. Para piorar, a franqueadora o obrigou a vender também pizza e asinhas de frango e a contratar mais um funcionário para a área de comidas quentes contra a vontade do franqueado.

A relação ruiu e Musa decidiu ir à Justiça. No final, as duas partes chegaram a um acordo e o contrato de franquia foi rompido. Mas o empresário não desistiu de trabalhar na área e resolveu abrir uma outra loja de conveniência, sem comidas quentes (claro).

O nome foi uma cutucada na 7-Eleven: 6-Twelve. E, para que o nome tenha sentido, ele manteve o padrão de seu antigo parceiro. Se a 7-Eleven tem esse nome por ficar aberta das 7h às 23h, o 6-Twelve funciona das 6h à 0h. Ou seja, o comerciante terá de trabalhar mais horas (ou contratar gente para isso) para fazer valer o novo nome da loja.

Musa não foi o primeiro a ter a ideia de abrir uma loja com o nome 6-Twelve. Há pelo menos mais duas nos EUA (aqui e aqui). Mas ele é o primeiro a fazer isso por despeito com um antigo parceiro comercial.

A Nova Inglaterra é famosa, mas você conhecia as novas versões do resto do Reino Unido?

Muita gente já ouviu falar na Nova Inglaterra. A região no extremo nordeste norte-americano, que engloba Massachusetts, New Hampshire, Vermont, Maine, Connecticut e Rhode Island, dá o nome ao time mais vitorioso do século no futebol americano e muitas vezes é tratada como se fosse um estado. Mas não é o único caso de lugar que foi nomeado com um “novo/a” e de uma parte do Reino Unido.

Aliás, a Nova Inglaterra dos Patriots nem é a única Nova Inglaterra dos Estados Unidos. A foto acima é uma placa na entrada de New England, cidade de 600 habitantes Dakota do Norte. Um lugar que você provavelmente não conhecia simplesmente porque não tinha motivo algum para isso.

Bem, digressões à parte, os britânicos construíram seu império pelo mundo e espalharam o nome de sua terra por todo o planeta. Nova York e Nova Inglaterra são os caso mais famosos, mas o canal Name Explain, do YouTube, foi mostrar alguns outros na missão de encontrar uma nova versão de cada país que compõe o Reino Unido.

Existem cidades com políticas a favor de bicicletas, outras a favor de carros, e há Virginia Beach

Pode-se contestar a forma como é feita ou os locais determinados para isso, mas a criação de mais espaço para bicicletas e pedestres é uma tendência urbana mundial. Faltou avisarem a prefeitura de Virginia Beach, no estado americano da Virgínia. No balneário de 450 mil habitantes, a bicicleta não só tem ficado à margem de novos projetos como circular com elas é proibido em uma área importante do centro.

Na última semana, o governo local anunciou que nenhum “aparelho com rodas” seria permitido no Town Center. A prefeitura menciona bicicletas, skates, segways, scooters, patins, bicicletas motorizadas e skates motorizados, entre outros, como meios de locomoção indesejados. Quem violar essa determinação terá de pagar uma multa de até US$ 50.

Na região foram espalhadas placas que deixam bastante clara essa proibição.

Modelo de placa proibindo bicicletas e skates na região do Town Center (Divulgação / Prefeitura Virginia Beach)

Modelo de placa proibindo bicicletas e skates na região do Town Center (Divulgação / Prefeitura Virginia Beach)

O Town Center (foto no alto) é uma área aberta com comércio intenso que é utilizado como um espaço público. No entanto, trata-se de um empreendimento privado e seus administradores podem criar regras próprias para quem circular por ele, por mais que seja de interesse da comunidade. No entanto, a determinação da prefeitura inclui as calçadas em torno do centro comercial, essa sim, pública. A lei ainda pode ser estendida a outros locais se o dono do imóvel em frente à calçada pedir.

O motivo seria manter a cidade “bonita e segura”, pois ciclistas, skatistas e usuários de segway poderiam machucar pedestres. No entanto, o poder público não ofereceu nenhuma opção aos usuários desses “aparelhos com rodas”. O Town Center é rodeado de avenidas largas, em que há espaço para a implantação de ciclovias, mas não há nenhuma disponível. O jeito seria circular no meio dos carros, que têm liberação para trafegar a até 72 km/h. Não soa como uma opção muito atraente e recomendável.

A decisão de Virginia Beach reforça o rumo que a administração local tem tomado. Apesar de ser o maior município do estado e fazer parte de uma região metropolitana de 1,7 milhões de habitantes, a prefeitura tem mostrado muito pouco apreço a políticas que beneficiem os jovens (principais adeptos da mobilidade ativa e do transporte público). Em março de 2016, o secretário de finanças da cidade, John Atkinson, disse que, se os jovens querem transporte público, deveriam se mudar para Norfolk (município vizinho).

Adotar o mapa descolonizado vale pela intenção, mas também não é a solução ideal

O mapa é mais do que uma ilustração da superfície de um lugar, ele é a própria imagem que fazemos desse lugar. Pode parecer uma diferença sutil, mas não é. Isso embute uma série de conceitos na nossa cabeça, desde orientação geográfica até a forma de visualizar acontecimentos históricos ou a realidade social. Foi com base nisso que Hayden Frederick-Clarke, professor de competências culturais de educação de Boston, decidiu trocar os mapas mundi das escolas públicas da cidade.

Como é comum em vários lugares, incluindo o Brasil, as salas de aula de Boston adotavam o mapa com a projeção Mercator. Ela foi criada em 1569 para a navegação, mas se tornou uma das mais conhecidas e acabou consagrada por ser de fácil visualização. O problema é que ela distorce loucamente a área de territórios localizados em latitudes altas.

Mapa político na projeção Mercator

Mapa político na projeção Mercator

Desse modo, a Mercator apresenta a América do Norte, a Rússia e a Europa muito maiores do que realmente são na comparação com locais próximos ao Equador, como América Latina, África e Sul da Ásia. Por exemplo, a Groenlândia parece maior que a América do Sul, quando, na verdade, ela tem apenas 12,2% da área do continente. Por isso, essa versão de mapa mundi foi considerada muito eurocêntrica e colonialista, privilegiando, ainda que sem ter esse objetivo inicial, os países desenvolvidos.

LEIA MAIS: Um site para você não se enganar com as distorções da projeção Mercator

Entre as diversas projeções do planeta já criadas, a Gall-Peters teve como objetivo justamente corrigir distorções na área. Assim, ela apresenta cada continente, cada país, com a proporção correta de sua área, mostrando como países latino-americanos e africanos são realmente grandes (veja acima um mapa Gall-Peters com traços da Mercator em cima). E foi o mapa escolhido pela rede de ensino de Boston.

A intenção é boa e a mensagem é bastante válida. Mas a adoção dessa medida precisa vir acompanhado de aviso sobre os princípios desse mapa. Para igualar a proporção da área em cada parte do globo, a projeção Gall-Peters achata os territórios próximos aos polos e estica na região do Equador. Veja como fica na ilustração abaixo:

Ilustração mostrando as distorções da projeção Gall-Peters

Ilustração mostrando as distorções da projeção Gall-Peters

Em princípio, isso não chega a ser muito problemático. Mas, em um mapa com as divisões políticas, há óbvias distorções no desenho de cada país.

Mapa mundi na projeção Gall-Peters com a divisão política

Mapa mundi na projeção Gall-Peters com a divisão política

O Brasil é um dos melhores exemplos desse problema. O país aparece bastante alto e relativamente magro, sendo que, na verdade, a distância entre os pontos extremos leste-oeste (4.394 km) é ligeiramente maior do que a norte-sul (4.319). E é possível interpretar que uma imagem de um Brasil “alto” favorece a visão de que o eixo de desenvolvimento do país precisa ser nesse sentido, seguindo a costa, sem tanta necessidade de se preocupar com o interior (sobretudo regiões Norte e Centro-Oeste).

Além disso, outro problema dessa projeção é que, se usada para visualizar apenas as nações, ela simplesmente mostra um desenhos bastante errado. No final das contas, é uma informação incorreta também, e isso tem de ser considerado pelo professor ou por quem for usar o mapa para ensinar ou explicar algo.

Solução? Não há nenhuma perfeita. Todas as projeções de mapas têm algum nível de distorção, simplesmente porque não é possível passar a superfície de uma esfera para um plano sem fazer adaptações. Cada amante de mapa gosta mais de uma versão, e há quem considere que isso até diz muito sobre a personalidade de cada um. Eu gosto da Winkel-Tripel.

Ataques a mesquitas praticamente dobram nos EUA em 2017

Estamos apenas em março, nem um terço do ano foi completado, e já foram registrados 33 ataques a mesquitas em todos os Estados Unidos. Para se ter uma ideia do que isso representa, é quase o dobro do registrado entre 1º de janeiro e 20 de março de 2016 (17 incidentes). Um sinal claro de que o clima no país tem sido mais hostil aos muçulmanos nos últimos meses.

O levantamento é do Conselho de Relações Americano-Islâmicas, e considera qualquer tipo de ataque, de incêndio criminoso a pichação com palavras ofensivas. Os incidentes não se limitam a pequenas cidades conservadoras do interior, mas até a grandes cidades como Nova York, Atlanta e Denver.

A CNN (de onde reproduzi o mapa abaixo) publicou a lista completa. Vale a pena conferir.

Mapa com localização das mesquitas que foram atacadas nos EUA em 2017 (Reprodução)

Mapa com localização das mesquitas que foram atacadas nos EUA em 2017 (Reprodução)

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