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Qual a área da superfície de corpos celestes se comparados à Terra

Um dos desafios de quando se fala ou escreve de astronomia a não-especialistas é permitir que o ouvinte ou leitor consiga visualizar tudo aquilo que é tratado. Distância, massa, energia e dimensões muitas vezes são tão desproporcionais ao que estamos acostumados na Terra que é difícil realmente ter um parâmetro de comparação. Tanto que, para alguns casos, foram criadas unidades de medidas próprias, como UA (unidade astronômica), ano luz e parsec.

O tamanho de corpos celestes até são mais fáceis de dimensionar quando estão dentro da realidade da Terra. Ainda assim, a referência mais usada é o diâmetro e, convenhamos, o diâmetro da Terra não é um valor consagrado na cabeça das pessoas e nem sempre dá para ter uma noção clara. Por isso, o mapa acima é tão interessante.

O físico (e cartunista amador) Randall Munroe  colocou a área da superfície da Terra ao lado dos principais corpos rochosos do Sistema Solar (ou seja, nada de gigantes gasosos como Júpiter ou Saturno, até porque não se sabe nem se eles têm superfície sólida). Aí dá para ter uma noção muito boa de como Vênus é quase do tamanho da Terra, que a Lua tem área semelhante à da África, que Mercúrio é um planeta do tamanho da Eurásia e que a Europa satélite de Júpiter é bem maior que a Europa continente da Terra (mas perto da América do Norte).

Se a imagem acima não estiver tão boa, clique aqui para ver melhor.

Veja astronauta fazer o mais longo passe de futebol americano da história

O Super Bowl deste ano foi realizado em Houston, e é claro que deram um jeito de colocar a Nasa dentro das ações promocionais da decisão da temporada da NFL. E um dos elementos mais interessantes foi um vídeo, em que a agência espacial mostrou que o maior passe de futebol americano da história não foi feito por Tom Brady, Joe Montana, Peyton Manning, Johnny Unitas, Dan Marino ou Mark Sanchez (haha). O responsável foi Tim Kopra.

Quem? Tim Kopra é quarterback de um time da NFL, muito menos alguma promessa que jamais se confirmou na NCAA. E o palco do recorde não foi um estádio lotado em jogo com transmissão em rede nacional. Ele é um astronauta, realizou seu feito na Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) e as imagens só foram reveladas agora, sem informação de quando foram gravadas (mas Kopra voltou à Terra em junho de 2016).

O astronauta não teve de fazer força, apenas soltou a bola. Com a gravidade zero do espaço, ela seguiu seu rumo por inércia, até bater em uma parede. Foi um voo de 80 jardas (73,15 metros) a partir do ponto de lançamento, mas, considerando que a ISS orbita a Terra a 8.046 m/s (28.966 km/h), a bola viajou 564.664 jardas (516.328 metros), equivalente a 5.646 campos de futebol americano, em relação ao solo.

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