Veja a construção do mais novo arranha céu de Nova York em apenas um minuto

O grande centro da construção de arranha céus no mundo é a Ásia. Países como Catar, Emirados Árabes, Taiwan, China e Japão lançam projetos cada vez mais espetaculares e mais altos, e acabam até ofuscando o movimento em outros lugares. Caso de Nova York. Tirando o One World Trade Center, construído no local do antigo WTC, não se fala tanto dos novos edifícios altos da maior metrópole dos EUA. Mas eles continuam sendo lançados. Caso do 56 Leonard St. (o nome do edifício é seu endereço, algo comum em NY).

O prédio residencial foi entregue em 2016 e tem 250 metros de altura, o que o torna a 18ª estrutura mais alta de NY – e a primeira no bairro de Tribeca. O projeto previu apenas 57 andares para permitir o conforto de um pé direito alto para cada unidade. Algo compreensivo, considerando que os apartamentos custaram de US$ 3,5 a 50 milhões.

Nesta semana, a incorporadora Alexico, responsável pelo empreendimento, divulgou um vídeo mostrando a construção do 56 Leonard St. resumida em um minuto. É lindo e hipnótico.

Se toda a humanidade vivesse em um prédio, onde ele seria construído? No Paraná, claro

Qualquer pessoa que já pegou o trânsito de uma metrópole mundial pensou alguma vez se é saudável ter tanta gente morando no mesmo lugar. Mas podia ser pior. O Real Life Lore, um dos canais mais legais do YouTube, já fez as contas se toda a população da Terra vivesse na mesma cidade. Agora, foram para um aperto ainda maior, um teste à claustrofobia de qualquer um: e se toda a humanidade morasse no mesmo edifício?

Claro que não é uma proposta viável, apenas um exercício de imaginação. O imóvel seria mastodôntico e, bem, não há motivos para alguém investir nisso. Mas o autor tenta tornar sua ideia o mais exequível possível, incluindo a busca por um lugar em que esse prédio fosse minimamente viável.

Como todo investidor do mercado imobiliário já disse ou ouviu, as três coisas mais importantes de qualquer empreendimento são localização, localização e localização. E qual seria o lugar ideal para se fazer esse edifício em que morariam 7,4 bilhões de pessoas? No interior do Paraná, claro!

As justificativas são simples: grande oferta de água doce e de produção de energia (represa de Itaipu e proximidade com área adequada para painéis solares). Alguns podem até propor outros lugares para esse megaprédio, mas os paranaenses orgulhosos (ou seja, todos os paranaenses) têm mais um argumento para afirmar que o Paraná é o melhor lugar do mundo para se morar.

Confira o vídeo (em inglês):

Japão consertou rápido um buraco de 30 metros, mas, afinal, como ele surgiu?

Foi mais uma daquelas histórias fantásticas que se espalham pela internet. Os japoneses deram outra prova de sua incrível eficiência e reconstruíram, em apenas 48 horas, uma avenida na cidade de Fukuoka onde havia surgido uma cratera de 30 metros de largura, 27 de largura e 15 de profundidade. Uma façanha de organização, tecnologia e rapidez na tomada de decisões, ainda que, na verdade, o tempo da obra tenha sido maior (o processo todo levou, na verdade, uma semana). Mas, no final das contas, como é que o buraco apareceu?

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O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo realizou uma investigação sobre as causas do acidente. E as evidências indicam que o surgimento da cratera foi um problema de engenharia, e não apenas uma fatalidade.

Abaixo da avenida está sendo executada a linha Nanakuma do metrô de Fukuoka. Na madrugada do último dia 8, começou a cair areia e terra da cobertura de um túnel. O buraco se abriu na superfície 50 minutos depois, às 5h15. O horário foi providencial, pois as ruas estavam vazias e ninguém se feriu. No canteiro da obra do metrô, os trabalhadores conseguiram sair a tempo. De qualquer modo, alguns edifícios tiveram suas fundações expostas e foram interditados.

O desabamento poderia ter uma contribuição de problemas no esgoto. O professor de engenharia geoambiental e geotécnica da Universidade Nihon, Satoru Shimobe, apontou ao Japan Times que esse é um problema crônico no Japão. Boa parte da rede foi construída na década de 1970, durante a explosão econômica do país, e muitos dutos estariam deteriorados. Segundo ele, a quantidade de buracos que surgem nas cidades japonesas tem crescido, chegando a mais de 4 mil por ano. No caso de Fukuoka, uma cidade litorânea, o solo bastante úmido da cidade teria piorado ainda mais o terreno.

A prefeitura de Fukuoka e as empresas responsáveis pelo metrô já conversam com empresários da região para negociar a indenização pelos dias de prejuízo com a rua fechada. Ainda assim, há relatos de temor entre donos de lojas, restaurantes e hotéis nos arredores com as futuras escavações do metrô. Além disso, já receiam uma eventual fuga de clientes, justamente em uma época de aumento no faturamento devido às comemorações do ano novo.

Apesar dos problemas que levaram o buraco a aparecer, é uma façanha da engenharia reconstruir a avenida em sete dias. Até porque deveriam ser seis, mas a chuva fez que as obras atrasassem.

Mais que maior edifício do mundo, Iraque quer uma cidade vertical

O que é? Metrópoles brigam pelo orgulho de ser casa do edifício mais alto do mundo. Mas Basra, no sul do Iraque, quer colocar esse debate em outro patamar. A cidade apresentou o projeto do Bride of  the Gulf, um edifício de 230 andares e mais de 1 km de altura como o primeiro passo para uma cidade vertical.

Para o alto, e avante

O Iraque existe, o Iraque está melhor, o Iraque quer ser grande, o Iraque pode. O projeto do Bride of the Gulf (“Noiva do Golfo”, em português) não tem nenhum desses lemas, mas sua própria existência passa todas essas mensagens. O fato de Basra, cidade de 3 milhões de habitantes perto da fronteira com o Kuwait, se lançar na corrida pelo edifício mais alto do mundo é um grande grito de afirmação. Até porque ele pretende mudar o foco dessa discussão.

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A lista histórica de edificações mais altas do planeta sempre se mediu por metros. Valia apenas a distância entre o chão e o topo, mesmo que fosse preciso colocar uma antena no topo só para ganhar alguns metros no ranking. Foi assim com o Empire State em Nova York (também um símbolo de afirmação após a economia norte-americana quebrar em 1929), a Sears Tower de Chicago, as Petronas Towers de Kuala Lumpur (Malásia), o Taipei 101 de Taipé (Taiwan), o Burj Khalifa de Dubai (Emirados Árabes, atual dono desse título) e a Kingdom Tower de Jeddah (Arábia Saudita, ainda em obras). A Bride of the Gulf tem outra proposta. Mais que um arranha-céu enorme, ela se propõe como uma cidade vertical.

Comparação do Bride of the Gulf com alguns dos maiores arranha-céus do mundo (Divulgação/ABMS)
Comparação do Bride of the Gulf com alguns dos maiores arranha-céus do mundo (Divulgação/ABMS)

O escritório anglo-iraquiano ABMS previu a construção de quatro torres de alturas variadas, que se interligam de forma a criar suas estruturas próprias. Não seriam apenas escritórios e hotéis, mas residências, escolas, clínicas, sistemas de transportes e até bairros. Essa distribuição daria autossuficiência de serviços ao complexo. Segundo Marcos De Andres, um dos arquitetos envolvidos no projeto, outra vantagem é a segurança: um ou dois arranha-céu isolados têm menos rotas de escape no caso de algum problema mais sério, como ocorreu com o World Trade Center em 2001.

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A base do Bride of the Gulf também é importante. A partir da metade das torres mais altas, desce uma cobertura que funciona como véu (o que ajuda a justificar o nome do edifício, que pega emprestado o apelido de Basra) e serve de abrigo para um bairro inteiro que se instalaria nos pés da noiva. Tudo isso seria autossustentável energeticamente, provavelmente com aproveitamento da luz do sol (um edifício desse tamanho no Oriente Médio tem alto potencial de gerar energia solar).

O vídeo acima dá uma visão geral do complexo, mas não tem tantas informações técnicas sobre como funcionaria o conceito de cidade vertical. Um motivo para isso é que o projeto ainda está em fase bastante preliminar. Não há um local determinado para sua construção, muito menos um prazo de início e conclusão. Sabe-se que, se o Bride sair do papel, a obra seria financiada pelo governo iraquiano.

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Soa estranho ver um projeto desse porte sair do Iraque, mas Basra vive um momento muito diferente de outras áreas. Distante das regiões de conflitos e mais tensões do país, a segunda maior cidade iraquiana tem rápido desenvolvimento econômico, em um contexto que se assemelha mais ao Kuwait do que com Bagdá ou o norte do país, que sofre com a ameaça do Estado Islâmico. Esse crescimento até motivou um movimento por mais autonomia política.

A construção do Basra Sports City, estádio para 65 mil espectadores inaugurado em 2013, foi um símbolo de como a metrópole está otimista. Ter a primeira cidade vertical do mundo a colocaria em outro patamar no cenário internacional.

O Bride of the Gulf dentro do contexto da cidade de Basra (Divulgação)
O Bride of the Gulf dentro do contexto da cidade de Basra (Divulgação)