Rodínia

Tag: Astronomia

Qual a área da superfície de corpos celestes se comparados à Terra

Um dos desafios de quando se fala ou escreve de astronomia a não-especialistas é permitir que o ouvinte ou leitor consiga visualizar tudo aquilo que é tratado. Distância, massa, energia e dimensões muitas vezes são tão desproporcionais ao que estamos acostumados na Terra que é difícil realmente ter um parâmetro de comparação. Tanto que, para alguns casos, foram criadas unidades de medidas próprias, como UA (unidade astronômica), ano luz e parsec.

O tamanho de corpos celestes até são mais fáceis de dimensionar quando estão dentro da realidade da Terra. Ainda assim, a referência mais usada é o diâmetro e, convenhamos, o diâmetro da Terra não é um valor consagrado na cabeça das pessoas e nem sempre dá para ter uma noção clara. Por isso, o mapa acima é tão interessante.

O físico (e cartunista amador) Randall Munroe  colocou a área da superfície da Terra ao lado dos principais corpos rochosos do Sistema Solar (ou seja, nada de gigantes gasosos como Júpiter ou Saturno, até porque não se sabe nem se eles têm superfície sólida). Aí dá para ter uma noção muito boa de como Vênus é quase do tamanho da Terra, que a Lua tem área semelhante à da África, que Mercúrio é um planeta do tamanho da Eurásia e que a Europa satélite de Júpiter é bem maior que a Europa continente da Terra (mas perto da América do Norte).

Se a imagem acima não estiver tão boa, clique aqui para ver melhor.

Qual a coisa mais legal dos sete exoplanetas descobertos em fevereiro

A Nasa anunciou no final de fevereiro a descoberta de sete planetas potencialmente dentro da zona habitável da estrela Trappist-1, localizada a 40 anos-luz da Terra. É uma informação empolgante, pois nunca haviam sido encontrados tantos planetas rochosos com possibilidade de conterem água líquida (e vida) de uma vez. O Salvador Nogueira explicou muito bem no seu ótimo blog Mensageiro Sideral.

Enquanto os astrônomos seguem nos estudos para descobrir se há ou não vida em algum desses astros, eu já começo a viajar mais longe. Uma coisa interessante é que os sete planetas do sistema da Trappist-1 têm órbitas muito próximas. Isso significa que, de um, é possível ver o outro com bastante detalhes, mais ou menos como nós observando a lua.

Não dá para afirmar que existe vida em um desses corpos celestes, muito menos que há em todos os sete e que elas são evoluídas. Mas o sangue nerd borbulha pensando na possibilidade de haver. Afinal, com uma distância tão reduzida entre eles, seria viável imaginar que civilizações que surgissem por ali poderiam efetivamente viajar de um planeta para o outro (algo que sonhamos aqui na Terra, mas será tecnologicamente inviável por muito tempo).

Vida longa e próspera ao sistema da Trappist-1. Que a força esteja com ele (sim, eu misturei as referências de propósito).

Mas, falando sério e de algo muito mais concreto, fiz uma reportagem para o site da Nova Escola sobre como a descoberta de novos planetas é fascinante e pode ser estudada por diversos enfoques, em diversas áreas. Astronomia é um barato!

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén