A internet se chama de “rede” (net) e “teia” (web), mas obviamente essas duas metáforas estão longe de ilustrar o que se tornou essa ferramenta. É tanto conteúdo – ainda que parte dele seja descartável – que se localizar no meio da confusão é difícil. O Google está aí para isso, mas muitas vezes ele não dá conta do serviço.

Mas, no comecinho de sua história, era muito mais fácil. Nada de site de buscas: o negócio era mapear a internet. Sim, mapear, ela inteirinha. Recentemente, o desenvolvedor David Newbury compartilhou em seu perfil no Twitter uma imagem com toda a internet mundial, quando ainda se chamava Arpa Network.

Mapa de toda a internet em 1973 (David Newbury / Twitter)

Mapa de toda a internet em 1973 (David Newbury / Twitter)

A Rede da Agência de Pesquisas em Projetos Avançados (Arpanet na sigla em inglês) foi uma rede operacional de computadores criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos no final da década de 1960. No início, era uma ferramenta que permitia a comunicação entre diversas unidades das Forças Armadas, sem um comando central (tornando as informações menos vulneráveis a eventuais ataques soviéticos).

No início da década de 1970, universidades que prestavam serviços ao Departamento de Defesa passaram a ter acesso à rede. As quatro primeiras foram UCSB (Universidade da Califórnia-Santa Bárbara), Stanford, UCLA (Universidade da Califórnia-Los Angeles) e Universidade de Utah.

Quando o mapa acima foi feito, outras instituições haviam entrado. Caso da Carnegie Mellon, onde trabalhava Paul Newsbury, que guardou o mapa histórico e presenteou seu filho David, que usou a antiga Arpanet para postar o desenho em uma rede social com mensagens limitadas a 140 toques.

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