O Japão tem 126,93 milhões de habitantes. É o dado divulgado pelo governo do país em abril, um número preocupante. Afinal, foi registrada uma queda de 299 mil japoneses em relação ao ano anterior, uma redução gigantesca de habitantes. A população total da terceira maior economia do mundo só não caiu mais porque houve a chegada de 136 mil imigrantes.

É o sexto ano seguido em que a população do Japão diminui. Esse fenômeno ocorre devido ao envelhecimento do país. Segundo o mesmo levantamento do governo, 27,3% da população tem mais de 65 anos, enquanto que apenas 60,3% tem entre 15 e 64 anos, a idade economicamente ativa, pior marca desde 1951, quando o país ainda sofria o efeito da Segunda Guerra Mundial.

Um plano do primeiro-ministro Shinzo Abe era estabilizar a população japonesa em cerca de 100 milhões em 2060. Com isso, a economia do país estaria mais sustentável em relação à sua produção e, principalmente, à capacidade de manter o sistema previdenciário. No entanto, projeções já apontam que a tendência é que a população caia para patamares menores que o desejado pelo governo.

Mas outra questão que está se tornando mais forte na sociedade japonesa, e pode crescer ainda mais de acordo com esses números, é o aumento da diversidade. Afinal, a quantidade de japoneses está diminuindo, mas o fluxo de imigrantes é crescente. Não vai demorar para gaijins (não-japoneses) se tornarem um grupo demograficamente relevante e forte.

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