Janeiro de 2015, a redação do jornal Charlie Hebdo, em Paris, é invadida por um terrorista descontente com a forma de o veículo retratar Maomé e vários cartunistas são mortos. Novembro do mesmo ano, uma série de atentados ocorre na capital francesa, matando mais de cem pessoas em alvos que foram de uma casa de shows a um estádio de futebol. Era esperado que tudo isso impactasse o turismo na cidade. E realmente impactou.

Números divulgados pelo Comitê Regional de Turismo mostra que hotéis na Île-de-France (região em torno de Paris) tiveram uma queda de 1,5 milhão de pessoas hospedadas de 2015 para 2016. Apesar de o índice anunciado não vir com uma pesquisa que justifique o declínio, o medo do terrorismo é apontado como causa mais provável.

O impacto nos números nacionais é nítido. A França recebeu 85 milhões de turistas estrangeiros em 2015, número que caiu para em torno de 82,5 milhões em 2016. A queda parisiense é mais da metade da queda de todo o país, que ainda teve o atentado terrorista em Nice em julho último.

Ainda assim, há motivos para otimismo. Por mais significativa que seja a queda de turistas, ela ainda é proporcionalmente pequena dentro do total recebido pela França (menos de 5%). O próprio comitê admitiu que a queda foi menor que a esperada.

De qualquer forma, o país continua sendo o principal destino turístico de estrangeiros no mundo. Os números globais só saem em março, mas os Estados Unidos, segundos colocados no ranking da Organização Mundial de Turismo, receberam 77,5 milhões em 2015 e é improvável que tenham ganhado 6 milhões em um ano.

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