Dias após seu nascimento, o pequeno Jesus é visitado por três senhores, os Três Reis Magos. Eles foram guiados por uma estrela e chegaram a Belém levando ouro, incenso e mirra. O evento criou a tradição do Dia de Reis em 6 de janeiro, marcando o final dos festejos natalinos, e da troca de presentes. Uma tradição que e consolidou tanto que pouco se pensa no sentido dos termos. Afinal, os visitantes eram monarcas e mágicos?

Nem um, nem outro. É apenas uma questão de termos que se embaralharam séculos após séculos, misturando significados e permitindo confusão aos desavisados.

“Magos” era a forma como os gregos se referiam aos sacerdotes do zoroastrismo, religião monoteísta de origem persa que influenciou o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Muitas vezes, esses religiosos eram chamados de “sábios” ou “reis”, mesmo que não tivessem posto monárquico algum (não à toa, os “Três Reis Magos” são conhecidos por “Three Wise Men” em inglês).

Os sacerdotes zoroástricos acreditavam na astrologia e usavam a posição das estrelas para interpretar o mundo. Isso levou as línguas ocidentais a usarem os magos como ponto de partida para criar termos ligados a forças ocultas, como “magia” e “mágica”.

Ou seja, os “reis magos” significavam “sacerdotes persas” na antiguidade, sem que ninguém fosse monarca, muito menos tivesse poderes ocultos.

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