A aproximação do verão melhorou as condições para observação da Antártica. O sol já bate durante a maior parte do dia e os ventos estão mais gentis, permitindo à Nasa sobrevoar o continente em parte de sua missão de acompanhar as mudanças no gelo polar. E os cientistas viram uma quebra no gelo que deve resultar no surgimento de um iceberg do tamanho do Distrito Federal.

A rachadura tem 100 metros de largura, 500 metros de profundidade e se prolonga por vários quilômetros. A fratura ainda não chega ao fundo da plataforma, mas, quando ocorrer, deve destacar um bloco com mais de 5 mil km² de área.

Esse processo é natural, com o gelo formado no interior do continente durante o inverno empurrando as plataformas em direção ao oceano, até que pedaços grandes se destaquem. O problema é se o ritmo de quebra da plataforma for mais rápido que o de formação das geleiras, pois indicaria redução da quantidade de gelo no polo sul. A Nasa ainda não sabe se é o caso desse gigantesco futuro iceberg, localizado na plataforma Larsen C (em amarelo no mapa abaixo).

Mapa das plataformas de gelo da Antártica

Mapa das plataformas de gelo da Antártica

Ainda que esse futuro iceberg impressione pelo tamanho, está longe do maior já registrado. Esse título está com o B-15, um bloco de 11 mil km² (maior que a Jamaica) que se destacou da Antártica em 2000 e se quebrou ao longo do tempo, até desaparecer em 2005.

Obs.: isso reforça a importância de a Nasa usar sua tecnologia e seus cientistas para analisarem não apenas o espaço, mas também o próprio planeta Terra e seu clima. Tem gente importante que discorda disso. Infelizmente.

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