O que é? As cidades holandesas tiveram um aumento de acidentes causados por drones voando fora das regras de segurança estabelecidas pelo governo. Para evitar que isso se transforme em um problema maior, a polícia local estuda a adoção de um sistema curioso para abater os equipamentos que estejam levando perigo ao público: águias.

Proteção de território

Ainda é cedo para dizer que drones sejam elementos corriqueiros da paisagem urbana, mas eles já começam a causar alguns incômodos. Diversos equipamentos são utilizados para fazer imagens áereas, mas muitas vezes seus operadores passam do limite e acabam levando perigo às pessoas no solo. Ou por voar baixo demais, ou por perder o controle e ver o equipamento despencar.

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Na Holanda, foram registrados 27 acidentes causados por drones entre janeiro e junho 2015, um aumento de 80% em relação a todo o ano anterior, que já representava um crescimento de 87,5% em relação a 2013. O governo decidiu criar uma série de restrições de voo a desses equipamentos: eles não poderiam mais ficar a mais de 50 metros de altura e 100 metros de distância do controlador, a menos de 50 metros de outras pessoas e prédios e de 5 km de aeroportos.

Nem isso parece ter resolvido, porque os holandeses anunciaram uma medida curiosa para combater o uso irregular dessas pequenas máquinas voadoras. A polícia fez uma parceria com a empresa Guard from Above (Guarda vinda de cima, em tradução livre) para usar águias como armas de ataque a drones.

A ideia é inusitada, mas tem uma linha de raciocínio. Devido a seu tamanho, muitos drones são encarados como aves por outros animais. Para uma ave de rapina, eles podem representar uma ameaça a seu território e, por isso, já houve casos de águias abatendo os equipamentos voadores. A questão seria apenas treiná-las para agir apenas quando a máquina estiver voando em área irregular.

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Segundo os responsáveis por preparar as águias, elas não se ferem no ataque. “As aves podem atingir os drones de forma que elas não são feridas pelas hélices. Elas parecem acertar o equipamento bem no centro, onde não são acertadas. Elas têm uma incrível capacidade visual e provavelmente podem ver as hélices”, comentou Geoff LeBaron, diretor da Christmas Bird Count (ONG que trabalha no censo da população de aves nos EUA), em entrevista ao jornal britânico Guardian.

A “tecnologia de abate” ainda está em fase de testes e a polícia holandesa ainda tem dúvidas sobre sua aplicação em grandes cidades. Uma questão bastante pertinente, pois aves de rapina podem ser até mais perigosas em áreas urbanas que um drone voando fora dos padrões de segurança, como bem sabem os pais dessa criança em um parque de Montreal:

Obs.: também achamos uma péssima ideia sonorizar o vídeo com “Carruagens de Fogo”.

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