Emmanuel Macron é o nome mais forte na corrida presidencial francesa. O líder do En Marche! (assim mesmo, com exclamação), partido de centro, luta ponto a ponto com Marine Le Pen nas pesquisas para o primeiro turno, programado para 23 de abril, mas tem folga considerável nas projeções para o segundo (varia entre 60 e 64%). Por isso, a chance de o ex-funcionário público e diretor de um banco de investimentos comandar a França é grande. Mas ele precisará estudar um pouco geografia.

Nas últimas semanas, a Guiana Francesa tem sido palco de diversas greves e manifestações devido aos problemas econômicos e à alta taxa de criminalidade da região. A paralisação de trabalhadores tem prejudicado diversos serviços, o que motivou Macron a se pronunciar (vídeo abaixo, em francês): “O que está acontecendo na Guiana Francesa nos últimos dias é sério. Minha primeira resposta é pedir por calma, porque bloquear as pistas e as decolagens do aeroporto – e às vezes até bloqueando o funcionamento da própria ilha – não é a resposta para a situação”.

 

Ilha? Ilha? Como qualquer região ultramarina, a Guiana Francesa tem o mesmo status de qualquer parte do território principal da França (sim, a França faz fronteira com o Amapá). Por área, é a segunda maior região do país, atrás apenas da Nova-Aquitânia, e seus cidadãos têm direito a voto como qualquer parisiense. São credenciais suficientes para receber um pouco mais de atenção do candidato, ainda mais quando ele está fazendo campanha por regiões ultramarina, o que ocorria no momento da entrevista.

Mas, se considerar o que o último vencedor da eleição presidencial francesa fez, Macron pode estar no caminho certo. Afinal, François Hollande, atual chefe de estado da França, já confundiu o Japão com a China e o Egito com a Tunísia em pronunciamentos.

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someonePin on PinterestShare on Tumblr