Veicular uma propaganda durante o Super Bowl é algo grande para o mercado norte-americano, muito grande. Com metade da audiência nacional, a empresa sabe que tem exposição e repercussão imediata, tanto que pagam US$ 5 milhões só para aparecer por 30 segundos durante a final da NFL. Por isso, o peso de qualquer mensagem é gigantesco, e também uma eventual reação negativa. A Budweiser está sentindo isso.

Como é comum na semana do Super Bowl, a cervejaria também aproveitou o evento para lançar uma nova campanha publicitária. No caso, o vídeo mostra Adolphus Busch deixando a Alemanha, entrando nos Estados Unidos e sofrendo preconceito até chegar a St. Louis, onde conheceu Eberhard Anheuser, também alemão. Dessa parceria nasceu a Anheuser-Busch, a criadora da Budweiser.

É óbvia a mensagem pró-imigração do filme, ainda mais seu lançamento em um momento em que o presidente dos EUA quer mudar fortemente a política imigratória do país. Claro, defensores das ideias de Donald Trump tentam mobilizar um boicote contra a empresa, alguns até se manifestando em redes sociais para lembrar que, atualmente, a Budweiser está dentro da AB InBev, um grupo belgo-brasileiro.

Provavelmente por coincidência (pois cada produto tem sua estratégia própria e tem de pensar no que é melhor para si próprio), a AB InBev também é dona do Grupo Modelo, responsável pela produção da cerveja Corona. Uma cerveja que também usou a política de Trump para chamar a atenção.

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