Rodínia

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O incrível mapa das migrações humanas (ao longo de toda a história)

Para quem gosta de etnologia, mas quer apenas algo mais introdutório, sem aprofundamento técnico, o Masaman é um canal bem interessante. Mantido por um texano chamado Mason (não achei referências mais completas sobre ele), entusiasta de estudo dos povoamentos humanos e as misturas por eles criadas, ele traz vídeos bastante ilustrados sobre o tema. Eventualmente, ele até desenvolve algumas ilustrações ou gráficos para apresentar as informações.

Foi o caso de um vídeo desta semana. Ele fez um mapa que reúne os principais movimentos migratórios da história em uma imagem. Claro, é um projeto muito ambicioso e dá para considerar que ele só se viabiliza com alguma margem de simplificação, mas é bem interessante.

Acima está apenas um trecho, que inclui o sul da Europa, a África e a costa atlântica das Américas. Mas dá para ver ele inteiro aqui. Abaixo está o vídeo em que ele explica os dados (em inglês), vale a pena.

A evolução histórica da divisão territorial do Brasil em vídeo

Brasil em 1655 (Michael Serra / Reprodução)

As últimas alterações no mapa do Brasil já completaram 32 anos. Foi na Constituição de 1988 que o Tocantins se separou de Goiás, enquanto que Amapá e Roraima foram elevados à condição de estados (eram territórios federais). Depois disso, já houve movimento para separar pedaços de vários estados brasileiros, o mais conhecido foi o da criação de Carajás e Tapajós a partir do Pará, mas nenhum outro parece prosperar.

Mas, ao longo da história, a divisão do território brasileiro já foi alterada diversas vezes. Isso motivou Michael Serra, historiador do São Paulo Futebol Clube, a fazer uma animação sensacional com todas as mudanças ao longo da história do País.

Ele próprio reconhece que o trabalho serve mais como referência, pois não há registros muito precisos na época do Brasil Colônia. Além disso, a inserção da ocupação dos povos indígenas é ainda mais desafiadora pela falta de informação, e essa parte do projeto ficou para depois.

De qualquer modo, dá para se divertir bastante imaginando que São Paulo já fez divisa com Pernambuco e Pará.

Acha que o Império Romano foi gigantesco? Pois olhe o Mongol

Fonte: Reddit / GalXE106

Quando estudamos História, é basicamente a História Ocidental. Até por isso, relatos sobre as dimensões do Império Romano sempre passam a sensação de algo interminável, que eles conseguiram dominar tudo o que havia disponível. Será mesmo?

Um usuário do Reddit fez um mapa sobreponto a extensão máxima conquistada pelos romanos com o mongóis, inclusive com parte dos Bálcãs, do Cáucaso da Ásia Menor e da Mesopotâmia tendo vivido sob domínio dos dois impérios em algum momento. Mas dá para ver bem como o Império Mongol foi vasto, quase o quíntuplo da área romana.

Com extensão de 24 milhões de km² (os romanos tiveram “apenas” 5 milhões), os mongóis tiveram o maior estado contínuo da história da humanidade. Só a União Soviética, com 22,8 milhões, chegou perto.

Obs.: o Império Britânico chegou a 35,5 milhões de km² no auge, mas espalhava-se por todos os continentes, não era um território contínuo

Brexit: veja o tamanho da encrenca na negociação da fronteira das Irlandas

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Um dos problemas mais delicados das negociações do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, é a fronteira da Irlanda com a Irlanda do Norte. Durante décadas foi uma região quente, pois comunidades católicas e protestantes travaram diversos conflitos sobre a situação norte-irlandesa (se deve se unir à Irlanda ou seguir no Reino Unido).

LEIA MAIS: Brexit cria apreensão na cidade que sofreu Bloody Sunday de 1972

A União Europeia foi importante para esfriar os ânimos, pois as fronteiras se abriram e ser formalmente parte da Irlanda ou do Reino Unido deixou de ser tão importante assim. Até que os ingleses decidiram separar o país do resto da Europa, fazendo que a fronteira das Irlandas volte a ter uma função prática.

Veja no mapa abaixo (ou clique aqui para ver maior) quantos pontos de passagem estão abertos e deverão ser fechados para checagem de imigração de cada pessoa que atravesse essa linha. Não é pouco, tanto que há quem defenda que a negociação do Brexit adote um modelo que preserve o livre trânsito entre as Irlandas.

Mapa da Irlanda do Norte com destaque (em X) para os pontos de passagem na fronteira com a Irlanda (Assembleia da Irlanda do Norte)

Mapa da Irlanda do Norte com destaque (em X) para os pontos de passagem na fronteira com a Irlanda (Assembleia da Irlanda do Norte)

As regiões de Nova York e que super-heroi protege cada uma

É difícil ser um criminoso em Nova York. Não apenas pela ação da polícia, porque ela existe em qualquer lugar, mas nenhum outro lugar está tão protegido por super-herois. É verdade que Batman (Gotham) e Superman (Metropolis) até parecem viver em cidades inspiradas por Nova York, mas vários ouros personagens dos quadrinhos e do cinema convivem com os nova-iorquinos.

Os mais famosos são Homem de Ferro, Capitão América, Homem-Aranha e as Tartarugas Ninjas, mas vários outros escolheram a maior cidade dos Estados Unidos como cenário. São tantos que a operadora de turismo Top View Sightseeing preparou um mapa para quem quiser buscar os endereços citados nas histórias.

Veja só:

Mapa de Nova York e seus super-herois (Top View Sightseeing)

Mapa de Nova York e seus super-herois (Top View Sightseeing)

Hora de comemorar: Google Maps abandona a projeção Mercator

Qualquer amante de geografia é capaz de perder horas e horas vasculhando o Google Maps. Mas havia uma coisa que incomodava: quando o usuário reduzia o zoom para ver o planeta inteiro, o mundo era apresentado na projeção Mercator. É verdade que essa versão do mapa mundi aparece a todo momento, mas é de se esperar mais de uma ferramenta de referência e com grande precisão em vários aspectos.

LEIA MAIS: Um site para você não se enganar com as distorções da projeção Mercator

Mas isso acabou. A partir desta semana, o Google Maps apresenta o globo na sua forma real, tridimensional, redonda. Isso muda demais a forma de se perceber distâncias e dimensões. A projeção Mercator distorce (aumenta) as formas quanto mais elas se aproximam dos polos. Um exemplo clássico é o da Groenlândia. No mapa acima (clique aqui para ver melhor), ela parece maior que a América do Sul e ter quase o tamanho da África. Veja abaixo a comparação real entre a maior ilha do mundo e o continente africano.

Comparação de Groenlândia e África em mapa tridimensional

Comparação de Groenlândia e África em mapa tridimensional

São Paulo perdeu o “Copa do Mundo de Mapas de Metrô”, e isso é mais que justo

Antes de tudo, deixar claro: eu sou paulistano, adoro metrô e votei em São Paulo no inútil-mas-divertido “Copa do Mundo de Mapas de Metrô”. Infelizmente, meu voto e de outras pessoas – provavelmente conterrâneos meus – não foi suficiente para a capital paulista progredir para as fases finais da competição. Mas, falando friamente, isso faz todo o sentido.

A competição foi organizada pelo site Transit Maps (aliás, sigam os caras!). Foram selecionados mapas de transporte público de 32 cidades pelo mundo (São Paulo foi a única brasileira), com duelos organizados em sistemas eliminatórios. Uma cidade era colocada contra outra, os leitores do site entravam, votavam e pronto: quem tivesse mais votos avançava para a etapa seguinte.

São Paulo passou por Washington na primeira fase, mas caiu diante de Seul nas oitavas de final. A grande vencedora foi Santiago, que  passou por Singapura, Vancouver, Seul, Boston e Moscou antes de conquistar o título. A capital chilena nem tem um mapa de metrô tão fantástico assim, provavelmente foi impulsionada por alguma campanha virtual no Chile, mas a questão aqui é discutir São Paulo.

A capital paulista não merecia melhor sorte. O metrô de São Paulo tem estações em estado de conservação acima da média, as composições são confortáveis nos horários em que não viraram lata de sardinhas humanas e há perspectiva de ampliação da rede em breve. Mas aqui a questão não é a rede em si, se ela é suficiente, confortável, cheira bem, tem música legal ou tem arquitetura diferente. É uma questão do design do mapa. E, nisso, os paulistanos podiam ser mais bem atendidos.

Esse é o mapa da rede de transportes metropolitanos de São Paulo hoje (clique aqui para ver maior):

Mapa do Metrô de São Paulo

Mapa do Metrô de São Paulo

Visualmente, não é harmonioso. Parece haver um esforço para fazer as linhas serem o mais retas possíveis e todo o mapa ficar quadrado, mas o resultado é um monte de buracos no meio e espremendo as estações das linhas Diamante, Safira e Vermelha. Para piorar, o mapa nem reflete tão bem assim a rede, pois São Caetano do Sul aparece muito mais a leste que a Penha, sendo que a Penha é mais oriental.

Como parâmetro, é só comparar com alguns outros, como Moscou, Londres, Tóquio e Seul.

Esse desenho é resultado de atualizações da época em que a o Metrô tinha apenas duas linhas (Norte-Sul e Leste-Oeste, atuais Azul e Vermelha) e o mapa era uma cruz. Mas dava para fazer um novo desenho.

Há uma segunda versão, feita em escala e presente em várias estações. É interessante para ver a dimensão real, mas não é muito prático para o dia a dia porque dificulta uma busca rápida pelas estações, sobretudo no centro expandido.

Ainda assim, não é preciso criar algo do zero. O próprio governo do estado de São Paulo, quando foi projetar como estaria a rede de transportes da Grande São Paulo na próxima década, fez um mapa novo, muito mais interessante. As linhas têm traçados mais parecidos com os reais, mas ainda é prática e de fácil consulta.

Veja abaixo (considere que o mapa inclui linhas ainda em construção, projeto ou planejamento):

Mapa do Metrô de São Paulo com possíveis expansões

Mapa do Metrô de São Paulo com possíveis expansões

Claro, toda essa questão é de pouca relevância real. É mais um debate de design, mas o debate em torno da Copa do Mundo de Mapas de Metrô era estético e a eliminação precoce de São Paulo se deu por causa disso.

Fizeram um mapa mostrando que série de TV se passa em cada região dos EUA

Nenhuma das novelas de horário nobre da Globo tem como locação principal o Rio de Janeiro ou São Paulo. É um fato tão raro que até virou notícia. Normal, pois, por motivos comerciais, econômicos ou logísticos, quase toda novela se passa nas duas maiores cidades do Brasil. E, quando há exceções, geralmente são cidades pequenas (algumas até fictícias) do interior para criar uma trama com elementos mais bucólicos. Ou seja, é raro ver algum enredo puramente urbano que não seja paulistano ou carioca, usando capitais como Curitiba, Salvador, Brasília ou Belo Horizonte.

Nos Estados Unidos, a situação é diferente. As séries de TV se espalham pelo mapa, com histórias que usam diferentes cidades como cenário. E aproveitam isso muitas vezes, mostrando situações ou personagens típicos daquela região como elemento do enredo. Tanto que algumas das histórias se tornam símbolos locais, como Friends (foto acima) e Seinfeld com Nova York, Barrados no Baile (Beverly Hills 90210) com Los Angeles, CSI com Las Vegas e Miami Vice com Miami (dã).

Para mostrar como isso acontece, fizeram um mapa sensacional mostrando que série representa cada parte dos EUA. O mapa já tem alguns anos, então não está atualizado com os lançamentos da última temporada (e também não tem “Um Amor de Família” / “Married… with Children” em Illinois, uma falha imperdoável), mas dá uma boa ideia de como Nova York e Califórnia são as mais adotadas. E também como alguém precisa bolar uma série em Montana, Dakota do Norte, Iowa, Missouri e Arkansas.

Obs.: para ver o mapa em tamanho maior, clique aqui.

Mapa dos EUA com indicação de onde se passa cada série de TV

 

Qual a principal atração turística de cada país do mundo (segundo o TripAdvisor)?

A proposta em si é sedutora: uma ilustração que apresente o passeio ou destino turístico mais importante de cada nação do mundo. É aquela curiosidade legal que alimenta boas conversas entre pessoas que gostam de viajar. Por isso, o usuário do Reddit que se identifica como Qahlel (Clark Kent, é você?) criou um mapa bem legal com esse tema.

O problema é como qualificar a importância de passeios ou destinos turísticos. É possível usar a quantidade de visitantes, mas nem sempre esse dado é disponível, sobretudo em países com pouca estruturação do setor do turismo. Assim, o Qahlel fez algo prático: adotar as avaliações dos usuários do TripAdvisor como parâmetro.

Como dado científico, o valor é bem baixo. A nota de um turista em sites como esse é fortemente influenciada pela expectativa que ele próprio tinha sobre o destino ou passeio e nem sempre reflete a real — ou, ao menos, a racional — opinião dele. 

No entanto, um monte de veículo sério tem usado pontuação do TripAdvisor para fazer ranking e matérias desse tema, então não dá para condenar muito um usuário do Reddit que o fez informalmente. Por isso, acaba sendo interessante como curiosidade, até porque o Qahlel teve a boa sacada de classificar os destinos por histórico, natural, religioso e turístico. 

Veja o mapa completo abaixo (clique aqui para ver em maior resolução).

Principal atração turística de cada país segundo o TripAdvisor

Principal atração turística de cada país segundo o TripAdvisor

Depois de meses parada, a seção Cities Quiz voltou a sempre obrigatório Guardian Cities, a página de urbanismo do jornal inglês Guardian. E voltaram chutando a porta e falando alto. Afinal, há poucos temas melhores do que a identificação de cidades por seus mapas antigos. Fiz 8 de 10. Vá lá e tente também.

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