Caminhões pesados, enormes, carregando de mantimentos a toneladas de equipamentos pesados para uso industrial. Tudo isso trafegando sobre a superfície congelada de rios e lagos no inverno do norte do Canadá ou do Alasca. A premissa da série “Caminhoneiros do Gelo”, do canal History, é instigante. Não à toa, o programa fez bastante sucesso e já está em sua décima temporada nos Estados Unidos.

Agora, a estrada de gelo retratada na segunda temporada da série está recebendo tratamento de atração turística. O governo dos Territórios do Noroeste, Canadá, lançou uma campanha para que visitantes tenham a oportunidade de guiar pelos os 187 km de pistas largas e lisas que separam Inuvik e Tuktoyaktuk, no Oceano Ártico. No caminho, o gelo que toma conta de centenas de lagos e os vários braços do delta do rio Mackenzie.

Localização de Inuvik e Tuktoyaktuk no extremo norte do Canadá (Reprodução)

Localização de Inuvik e Tuktoyaktuk no extremo norte do Canadá (Reprodução)

Os canadenses ainda sugerem que o turista aproveite para curtir o 30º aniversário do Festival do Nascer do Sol em Inuvik. Em dezembro, o extremo norte do Canadá fica 30 dias sem a luz do sol. O retorno do astro motiva celebração entre os dias 6 e 8 de janeiro, com dança, música, comidas típicas, fogos de artifício e shows dentro de uma igreja de iglu.

Mas tudo isso tem de ser para já. O motivo para se valorizar tanto a estrada de gelo entre Inuvik e Tuktoyaktuk é que o atual inverno (do hemisfério norte) será o último em que ela ficará ativa. Em 2017, será inaugurada uma rodovia permanente, com pavimento tradicional, para uso durante todas as estações. Aí, os amantes de dirigir no gelo terão de procurar outros lugares.

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