Quais as maiores metrópoles do mundo a cada ano? Esse vídeo mostra

Durante anos, nos acostumamos a uma certa ideia de que Tóquio é a maior metrópole do mundo e que Cidade do México, Nova York, Xangai e São Paulo também estão no topo dessa disputa. Mas o ranking de maiores cidades do mundo é bastante móvel, refletindo o momento econômico e social de nações ao longo da história.

Nesta primeira metade do século 21, por exemplo, o momento é de crescimento acentuado da Ásia, ainda mais com o desenvolvimento constante de China e Índia, e da África. E uma boa forma de ver isso é com o vídeo abaixo, do canal Wawamu Stats. 

É possível ver ano a ano, de 1950 até 2019 e projeções das Nações Unidas até 2035. Muito legal.

As regiões de Nova York e que super-heroi protege cada uma

É difícil ser um criminoso em Nova York. Não apenas pela ação da polícia, porque ela existe em qualquer lugar, mas nenhum outro lugar está tão protegido por super-herois. É verdade que Batman (Gotham) e Superman (Metropolis) até parecem viver em cidades inspiradas por Nova York, mas vários ouros personagens dos quadrinhos e do cinema convivem com os nova-iorquinos.

Os mais famosos são Homem de Ferro, Capitão América, Homem-Aranha e as Tartarugas Ninjas, mas vários outros escolheram a maior cidade dos Estados Unidos como cenário. São tantos que a operadora de turismo Top View Sightseeing preparou um mapa para quem quiser buscar os endereços citados nas histórias.

Veja só:

Mapa de Nova York e seus super-herois (Top View Sightseeing)
Mapa de Nova York e seus super-herois (Top View Sightseeing)

Nem Columbus vai celebrar o Dia de Colombo

Todo ano é a mesma polêmica nos Estados Unidos: é válido celebrar o Dia de Colombo? Pois bem, neste ano, nem a cidade que carrega o nome de Cristóvão Colombo parará no 8 de outubro. Columbus, capital do estado de Ohio, terá um dia útil como qualquer outro.

O Dia de Colombo (Columbus Day, em inglês) marca o aniversário da chegada da expedição espanhola capitaneada pelo navegante italiano às Américas, em 12 de outubro de 1492. No final do século 19, a data começou a ser usada pelos imigrantes italianos nos EUA para celebrar suas origens. Em 1934, um decreto do presidente Franklin Roosevelt transformou o Dia de Colombo em feriado nacional, mas desde 1971 essa celebração ocorre na segunda segunda-feira de outubro.

No entanto, não é um feriado totalmente observado. Instituições federais, bancos e alguns estabelecimentos comerciais fecham, mas muitas empresas funcionam normalmente. Um cenário que ficou ainda mais forte no final do século 20, quando parte da sociedade americana passou a se sentir desconfortável em celebrar um explorador responsável pela morte de milhares de indígenas.

Ainda que a comunidade ítalo-americana use a data para celebrar sua cultura, tem crescido os movimentos em favor de homenagear os indígenas nessa mesma época. Vários estados e cidades retiraram o Dia de Colombo de sua lista de feriados, alguns deles criando datas como Dia do Nativo-Americano ou Dia dos Povos Indígenas. 

Neste ano, foi a vez de Columbus retirar o Dia de Colombo de sua lista de feriados. A cidade anunciou que vai funcionar normalmente em 8 de outubro, e deixar o descanso para 11 de novembro, o Dia dos Veteranos.

Torneio de atletismo coloca versão franquista do hino espanhol em cerimônia de medalha

O hino da Espanha não tem letra. Pode soar estranho, parecer que falta algo, mas não tem. Ao lado de Bósnia-Herzegovina, Kosovo e San Marino, é um dos quatro hinos nacionais do mundo que contém apenas a melodia. Por isso, se você se deparar com alguma versão cantada na Marcha Real (ou Marcha Granadera), esqueça. Além de errado, é potencialmente delicado. Como viu a organização do Campeonato Ibero-americano de atletismo, realizado neste mês em Trujillo, Peru.

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O espanhol Javier Cienfuegos foi o campeão na prova de arremesso de martelo. Quando ele foi ao pódio, aconteceu isso:

Oficialmente, a Marcha Real nunca teve letra, mas algumas versões foram criadas ao longo do tempo. Uma das mais conhecidas, e que chegou a ser usada como se fosse oficial, é a ouvida no vídeo acima, composta por José María Pemán. Ela foi aprovada pelo general Francisco Franco e teve uso corrente durante sua ditadura.

Após o retorno da democracia, essa letra foi vista como símbolo de sua ideologia e foi derrubada. Houve até tentativas de criar novas versões, como uma do Comitê Olímpico Espanhol em 2007. No entanto, nunca houve consenso sobre as propostas apresentadas e a melhor forma de cantar a marcha continua sendo no “la la la la, lalalalalalalalala la la la, lala lala lala”.

Hora de comemorar: Google Maps abandona a projeção Mercator

Qualquer amante de geografia é capaz de perder horas e horas vasculhando o Google Maps. Mas havia uma coisa que incomodava: quando o usuário reduzia o zoom para ver o planeta inteiro, o mundo era apresentado na projeção Mercator. É verdade que essa versão do mapa mundi aparece a todo momento, mas é de se esperar mais de uma ferramenta de referência e com grande precisão em vários aspectos.

LEIA MAIS: Um site para você não se enganar com as distorções da projeção Mercator

Mas isso acabou. A partir desta semana, o Google Maps apresenta o globo na sua forma real, tridimensional, redonda. Isso muda demais a forma de se perceber distâncias e dimensões. A projeção Mercator distorce (aumenta) as formas quanto mais elas se aproximam dos polos. Um exemplo clássico é o da Groenlândia. No mapa acima (clique aqui para ver melhor), ela parece maior que a América do Sul e ter quase o tamanho da África. Veja abaixo a comparação real entre a maior ilha do mundo e o continente africano.

Comparação de Groenlândia e África em mapa tridimensional
Comparação de Groenlândia e África em mapa tridimensional

São Paulo perdeu o “Copa do Mundo de Mapas de Metrô”, e isso é mais que justo

Antes de tudo, deixar claro: eu sou paulistano, adoro metrô e votei em São Paulo no inútil-mas-divertido “Copa do Mundo de Mapas de Metrô”. Infelizmente, meu voto e de outras pessoas – provavelmente conterrâneos meus – não foi suficiente para a capital paulista progredir para as fases finais da competição. Mas, falando friamente, isso faz todo o sentido.

A competição foi organizada pelo site Transit Maps (aliás, sigam os caras!). Foram selecionados mapas de transporte público de 32 cidades pelo mundo (São Paulo foi a única brasileira), com duelos organizados em sistemas eliminatórios. Uma cidade era colocada contra outra, os leitores do site entravam, votavam e pronto: quem tivesse mais votos avançava para a etapa seguinte.

São Paulo passou por Washington na primeira fase, mas caiu diante de Seul nas oitavas de final. A grande vencedora foi Santiago, que  passou por Singapura, Vancouver, Seul, Boston e Moscou antes de conquistar o título. A capital chilena nem tem um mapa de metrô tão fantástico assim, provavelmente foi impulsionada por alguma campanha virtual no Chile, mas a questão aqui é discutir São Paulo.

A capital paulista não merecia melhor sorte. O metrô de São Paulo tem estações em estado de conservação acima da média, as composições são confortáveis nos horários em que não viraram lata de sardinhas humanas e há perspectiva de ampliação da rede em breve. Mas aqui a questão não é a rede em si, se ela é suficiente, confortável, cheira bem, tem música legal ou tem arquitetura diferente. É uma questão do design do mapa. E, nisso, os paulistanos podiam ser mais bem atendidos.

Esse é o mapa da rede de transportes metropolitanos de São Paulo hoje (clique aqui para ver maior):

Mapa do Metrô de São Paulo
Mapa do Metrô de São Paulo

Visualmente, não é harmonioso. Parece haver um esforço para fazer as linhas serem o mais retas possíveis e todo o mapa ficar quadrado, mas o resultado é um monte de buracos no meio e espremendo as estações das linhas Diamante, Safira e Vermelha. Para piorar, o mapa nem reflete tão bem assim a rede, pois São Caetano do Sul aparece muito mais a leste que a Penha, sendo que a Penha é mais oriental.

Como parâmetro, é só comparar com alguns outros, como Moscou, Londres, Tóquio e Seul.

Esse desenho é resultado de atualizações da época em que a o Metrô tinha apenas duas linhas (Norte-Sul e Leste-Oeste, atuais Azul e Vermelha) e o mapa era uma cruz. Mas dava para fazer um novo desenho.

Há uma segunda versão, feita em escala e presente em várias estações. É interessante para ver a dimensão real, mas não é muito prático para o dia a dia porque dificulta uma busca rápida pelas estações, sobretudo no centro expandido.

Ainda assim, não é preciso criar algo do zero. O próprio governo do estado de São Paulo, quando foi projetar como estaria a rede de transportes da Grande São Paulo na próxima década, fez um mapa novo, muito mais interessante. As linhas têm traçados mais parecidos com os reais, mas ainda é prática e de fácil consulta.

Veja abaixo (considere que o mapa inclui linhas ainda em construção, projeto ou planejamento):

Mapa do Metrô de São Paulo com possíveis expansões
Mapa do Metrô de São Paulo com possíveis expansões

Claro, toda essa questão é de pouca relevância real. É mais um debate de design, mas o debate em torno da Copa do Mundo de Mapas de Metrô era estético e a eliminação precoce de São Paulo se deu por causa disso.

Fizeram um mapa mostrando que série de TV se passa em cada região dos EUA

Nenhuma das novelas de horário nobre da Globo tem como locação principal o Rio de Janeiro ou São Paulo. É um fato tão raro que até virou notícia. Normal, pois, por motivos comerciais, econômicos ou logísticos, quase toda novela se passa nas duas maiores cidades do Brasil. E, quando há exceções, geralmente são cidades pequenas (algumas até fictícias) do interior para criar uma trama com elementos mais bucólicos. Ou seja, é raro ver algum enredo puramente urbano que não seja paulistano ou carioca, usando capitais como Curitiba, Salvador, Brasília ou Belo Horizonte.

Nos Estados Unidos, a situação é diferente. As séries de TV se espalham pelo mapa, com histórias que usam diferentes cidades como cenário. E aproveitam isso muitas vezes, mostrando situações ou personagens típicos daquela região como elemento do enredo. Tanto que algumas das histórias se tornam símbolos locais, como Friends (foto acima) e Seinfeld com Nova York, Barrados no Baile (Beverly Hills 90210) com Los Angeles, CSI com Las Vegas e Miami Vice com Miami (dã).

Para mostrar como isso acontece, fizeram um mapa sensacional mostrando que série representa cada parte dos EUA. O mapa já tem alguns anos, então não está atualizado com os lançamentos da última temporada (e também não tem “Um Amor de Família” / “Married… with Children” em Illinois, uma falha imperdoável), mas dá uma boa ideia de como Nova York e Califórnia são as mais adotadas. E também como alguém precisa bolar uma série em Montana, Dakota do Norte, Iowa, Missouri e Arkansas.

Obs.: para ver o mapa em tamanho maior, clique aqui.

Mapa dos EUA com indicação de onde se passa cada série de TV

 

Qual a principal atração turística de cada país do mundo (segundo o TripAdvisor)?

A proposta em si é sedutora: uma ilustração que apresente o passeio ou destino turístico mais importante de cada nação do mundo. É aquela curiosidade legal que alimenta boas conversas entre pessoas que gostam de viajar. Por isso, o usuário do Reddit que se identifica como Qahlel (Clark Kent, é você?) criou um mapa bem legal com esse tema.

O problema é como qualificar a importância de passeios ou destinos turísticos. É possível usar a quantidade de visitantes, mas nem sempre esse dado é disponível, sobretudo em países com pouca estruturação do setor do turismo. Assim, o Qahlel fez algo prático: adotar as avaliações dos usuários do TripAdvisor como parâmetro.

Como dado científico, o valor é bem baixo. A nota de um turista em sites como esse é fortemente influenciada pela expectativa que ele próprio tinha sobre o destino ou passeio e nem sempre reflete a real — ou, ao menos, a racional — opinião dele. 

No entanto, um monte de veículo sério tem usado pontuação do TripAdvisor para fazer ranking e matérias desse tema, então não dá para condenar muito um usuário do Reddit que o fez informalmente. Por isso, acaba sendo interessante como curiosidade, até porque o Qahlel teve a boa sacada de classificar os destinos por histórico, natural, religioso e turístico. 

Veja o mapa completo abaixo (clique aqui para ver em maior resolução).

Principal atração turística de cada país segundo o TripAdvisor
Principal atração turística de cada país segundo o TripAdvisor

A disputa entre Catar e seus vizinhos árabes chegou ao futebol

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Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes e Iraque romperam relações com o Catar em junho de 2017. Essa decisão é reflexo da disputa entre sauditas e iranianos pela influência na região, um conflito em que o Catar ficava estrategicamente em cima do muro (o que acabou incomodando alguns dos vizinhos). Por isso, era de se esperar problemas quando catarianos tivessem de viajar aos Emirados Árabes, mesmo que fossem para competições esportivas. Foi o que aconteceu.

Contei essa história na Trivela. Confira.

Canadá muda o hino em favor da igualdade de gênero

Duas palavras, apenas duas palavras, e demorou quase três décadas para mudá-las. Nesta quarta (dia 31), o senado canadense aprovou uma alteração na letra em inglês de “Oh, Canadá”, o hino oficial do país desde 1980, quando substituiu o “God Save de Queen” do Reino Unido. O objetivo é tornar a música neutra em relação a gênero.

A mudança é realmente pequena. As três primeiras estrofes do hino são “O Canada! / Our home and native land! / True patriot love in all thy sons command” (“Oh, Canadá! / Nossa casa e terra nativa! / O verdadeiro amor patriótico em todos seus filhos comanda”). A questão é justamente o “thy sons” (“seus filhos”), uma referência restrita a homens.

Em português, “filhos” pode se referir a filhos homens ou a filhos homens e filhas mulheres misturados. Em inglês, “sons” serve só para homens. Se fossem filhos e filhas, seria “sons and daughters” ou “children”.

Por isso, surgiu a ideia de trocar “thy sons” por “of us”, deixando a estrofe “O verdadeiro amor patriótico em todos nós comanda”. Isso foi colocado em discussão pela primeira vez em junho de 1990, quando a Câmara de Toronto recomendou a troca ao governo canadense, assim como a mudança de “Our home and native land” (Nossa casa e terra nativa) por “Our home and cherished land” (Nossa casa e terra amada) para incluir também os estrangeiros que moram no Canadá e os canadenses que nasceram em outros países.

O assunto voltou ao debate em 2002 e em 2010, mas uma pesquisa mostrou que a maior parte da população era contra a mudança e o assunto esfriou. Até que, em 2016, um senador apresentou um projeto de lei defendendo a alteração. O texto passou por todas as instâncias até a última quarta, quando passou pelo Senado.


Hino canadense antes da alteração

Isso não significa que o hino já tenha oficialmente mudado. Ainda é necessária a aprovação da governadora-geral Julie Payette, uma espécie de representante da coroa britânica para o Canadá. Trata-se de uma formalidade, pois seu cargo é mais cerimonial do que executivo, mas ela precisa assinar a lei e estabelecer um dia para que ela entre em vigor.

Por fim, um detalhe importante. A discussão toda se refere apenas ao hino oficial em inglês. A letra em francês – que, diga-se, foi composta dez anos antes da versão inglesa – tem conteúdo bastante diferente, não cria conflito de gênero e, por isso, segue inalterada. As primeiras estrofes, por exemplo, são “Ô Canada! / Terre de nos aïeux, / Ton front est ceint de fleurons glorieux!” (“Ó, Canadá! / Terra dos nossos ancestrais, / Vossa testa está adornada com os louros mais gloriosos!”).