São Paulo viveu uma de suas piores semanas nos últimos anos, ou talvez em muito mais tempo que isso. O PCC, organização criminosa formada nos presídios paulistas, promoveu ataques à polícia militar, civil e até ao Corpo de Bombeiros após a transferência de 765 presos para a penitenciária de Presidente Venceslau.

A onda começou em 11 de maio de 2006, e teve o auge no dia 15. Foi quando boatos se espalharam pela população, dando conta que a organização estaria fazendo alvos civis como estações de metrô e ônibus. O caos se instaurou, com várias empresas fechando o expediente mais cedo para que todos pudessem estar seguros em casa antes do anoitecer. À noite, as ruas de São Paulo estavam desérticas como se houvesse um jogo da seleção na Copa do Mundo. Mas sem o clima de festa que normalmente está relacionado com o futebol.

Para lembrar os dez anos do ataque, nossos amigos do Risca Faca fizeram o ótimo especial Dez Anos de Terror. Veja:

Quando São Paulo parou
Por que aqueles ataques aconteceram naquela fatídica semana de maio de 2006?

A panela de pressão do PCC
Os problemas internos da facção e a superlotação ameaçam a fase “PCC Paz e Amor”

A prisão soldada
Rafael Coutinho ilustra a história do presídio de Araraquara soldado em 2006

“Não saia hoje”
As mães de maio de 2006

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