Alguns motivos para sentirmos falta das cabines telefônicas

Houve uma época em que cabines telefônicas tinham um espaço nobre dentro do universos dos mobiliários urbanos. Eram a melhor – muitas vezes única – opção para quem estava na rua e precisava contatar alguém que estava distante, serviam de abrigo na hora da chuva e, principalmente, era o meio de milhões de pessoas que não tinham um telefone próprio falarem com o resto do mundo. Elas estavam com tanta força no imaginário das pessoas que foram escolhidas para estrelas grandes produções, no papel de vestiário do Superman, máquina do tempo do Dr. Who e protagonista de um filme de ação com Kiefer Sutherland e Colin Farrell.

As cabines foram tão vinculadas às cidades que uma delas ficou famosa justamente por estar desconectada de qualquer ocupação humana. Uma cabine telefônica no meio do deserto de Mojave foi encontrada por um aventureiro em 1997. Ele considerou a cena estranha, pois o telefone estava a 13 km de qualquer estrada pavimentada e a mais de 50 km de uma cidade, e publicou um texto sobre o assunto.

Foi dos primeiros memes da internet. Várias pessoas começaram a ligar para os números, enquanto outras se deslocaram até o local para atender ligações. As autoridades resolveram desativar a linha, criada na década de 1960 para atender a trabalhadores de uma mina desativada décadas depois.

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Com o desenvolvimento e a popularização dos celulares, as cabines telefônicas e orelhões perderam espaço. Sua utilidade é cada vez menor e já foram lançados vários projetos para dar nova vida a elas, desde se usar como ponto de wi-fi até transformá-las em objetos de arte no meio da cidade. Talvez nenhuma dessas ideias funcione e o destino seja mesmo acabar com a maioria delas, preservando apenas algumas, localizadas em lugares estratégicos.

Elas se transformariam em símbolos das cidades do seculo 20, resquícios de uma era em que a tecnologia e a comunicação não era portátil. E também símbolos visuais, pois as cabines e orelhões fizeram e ainda fazem parte da paisagem urbana. Seja com seus desenhos mais tradicionais, como no clássico modelo vermelho de Londres, como também como objetos para todo tipo de brincadeira.

Para celebrar isso, selecionamos algumas das cabines telefônicas e orelhões mais interessantes que foram feitos.

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